Petrobras reduz impacto da greve para 127 mil barris/dia de petróleo e recorre à Justiça

quinta-feira, 5 de novembro de 2015 22:50 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras afirmou que reduziu para 127 mil barris de petróleo a perda na produção diária de petróleo desta quinta-feira devido à greve de petroleiros, ante um impacto de 134 mil barris registrado na véspera.

O movimento coordenado pelas entidades sindicais interrompeu ou reduziu a produção de petróleo em diversas plataformas desde domingo, mas a estatal afirmou em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira que está conseguindo reduzir o impacto da greve por meio do seu plano de contingência.

No entanto, a petroleira disse que há casos isolados de ocupação de instalações e controle da produção que impedem o trabalho das equipes de contingência e que está tomando medidas jurídicas cabíveis para resguardar seus direitos.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse em nota que a Petrobras está recorrendo "a instrumentos jurídicos arbitrários contra os sindicatos na tentativa de barrar a greve da categoria".

Uma fonte da Petrobras disse mais cedo à Reuters que a perda acumulada na produção de petróleo desde o início da greve é de aproximadamente 700 mil barris, o que gera um prejuízo significativo para os cofres da empresa.

"Petróleo não produzido é petróleo não contabilizado e isso tem um impacto sobre as finanças da empresa. Lá na frente dá para tentar recuperar, mas o que passou, passou", disse.

Na segunda-feira, a perda diária na produção foi de 273 mil barris, enquanto que na terça-feira o impacto foi de 178 mil barris e na quarta-feira, de 140 mil barris.

"É natural haver uma redução à medida que os planos de contingência são acionados e organizados para minimizar impactos", disse a fonte. "A tendência, agora, a cada dia que passa é diminuir ou estabilizar."

De acordo com a fonte da Petrobras, as negociações com os petroleiros estão abertas, mas ainda não é possível prever um acordo que permita encerrar a paralisação.   Continuação...

 
Faixa com anúncio de greve em frente à Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras, perto do Rio de Janeiro. 03/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes