Wall St fecha estável de olho em taxa de juros; bancos compensam queda em serviços públicos

sexta-feira, 6 de novembro de 2015 20:44 BRST
 

Por Lewis Krauskopf

(Reuters) - As ações norte-americanas fecharam com pequenas variações nesta sexta-feira, com a alta do setor financeiro sendo contrabalançada pela queda dos papéis serviços públicos e de outros setores, na medida em que investidores consideraram os fortes dados de emprego dos Estados Unidos como um sinal de que o Federal Reserve vai elevar os juros em breve.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,26 por cento, a 17.910 pontos, o S&P 500 recuou 0,03 por cento, para 2.099 pontos, enquanto que o Nasdaq subiu 0,38 por cento, a 5.147 pontos.

Desde que o Fed abriu a porta, na semana passada, para um aumento dos juros em dezembro, os investidores têm olhado para os relatórios econômicos em busca de pistas sobre se o banco central vai agir. Os dados desta sexta-feira mostraram que a criação de vagas fora do setor agrícola somou 271 mil no mês passado, o maior ganho desde dezembro de 2014, enquanto a taxa de desemprego caiu para 5 por cento, menor nível desde abril de 2008.

Os três principais índices acumularam ganhos na semana pela sexta semana consecutiva, depois de terem fechado outubro como o melhor desempenho mensal em quatro anos.

O mercado em geral nesta sexta-feira "se segurou bem", disse Peter Jankovskis, diretor de investimentos da Oakbrook Investments em Lisle, Illinois, que observou que uma ação do Fed pode indicar que a economia está saudável o suficiente para tolerar juros mais elevados.

"Embora as taxas de juros mais elevadas em si não sejam uma coisa boa, um voto de confiança na força da economia acredito acho que vai ofuscar isso no longo do tempo", afirmou Jankovskis.

O índice do setor financeiro do S&P subiu 1,1 por cento, liderando os ganhos de todos setores. Os bancos tendem a se beneficiar de juros mais altos, e as ações do JPMorgan, do Bank of America e do Citigroup subiram mais de 3 por cento, exercendo a maior influência positiva sobre o S&P.

Já o setor de serviços públicos, mais sensível a aumento de juros, recuou 3,6 por cento.