9 de Novembro de 2015 / às 11:47 / 2 anos atrás

OCDE vê desaceleração do crescimento da China para 6,5% em 2016 e 6,2% em 2017

HONG KONG (Reuters) - O crescimento econômico da China deve desacelerar para 6,5 por cento no próximo ano e esfriar ainda mais em 2017, para 6,2 por cento, disse a OCDE, no momento em que o gigante asiático se ajusta ao crescimento menor após um ritmo frenético recentemente.

Em seu relatório de perspectiva econômica divulgado nesta segunda-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico alertou que os estímulos fiscais de Pequim não são sustentáveis no longo prazo, já que arrisca deixar de lado os necessários investimentos privados.

“Estímulos fiscais adicionais vão impulsionar o crescimento econômico de curto prazo ao custo de aumentar os desequilíbrios e deixar de lado os investimentos privados”, disse o relatório.

A OCDE, que espera que o crescimento econômico da China fique em 6,8 por cento este ano, também notou que os custos reais de empréstimo continuaram a aumentar em meio às persistentes quedas dos preços nos portões das fábricas, que estão pressionando os lucros das companhias e aumentando o peso da dívida.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,9 por cento no terceiro trimestre em comparação ao ano anterior, o menor ritmo desde a crise financeira global, afetado em parte pelo esfriamento dos investimentos e levando o banco central a cortar a taxa de juros pela sexta vez em quase um ano.

Além do afrouxamento monetário, o governo tem elevado o gasto fiscal para sustentar o investimento em infraestrutura em um esforço para colocar um piso sob a desaceleração econômica.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse que o país precisa manter o crescimento médio anual de não menos de 6,5 por cento nos próximos cinco anos para alcançar o objetivo de dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita de 2010 até 2020.

Para 2015, a meta de crescimento econômico do governo é de cerca de 7 por cento, o que seria o mais fraco em 25 anos. Em setembro, a OCDE projetou crescimento econômico da China de 6,7 por cento este ano e de 6,5 por cento em 2016.

A desvalorização inesperada do iuan em 11 de agosto alimentou uma onda de fuga de capital com os temores de que a economia pudesse estar desacelerando com mais força do que imaginado e com preocupações de uma possível elevação da taxa de juros nos Estados Unidos.

A OCDE disse que as recentes medidas do governo, incluindo controle mais forte sobre as compras de moeda estrangeira por empresas e indivíduos e a repressão sobre transações cambiais ilegais, podem ter contido as saídas por ora.

“O estreitamento do diferencial dos juros e a desaceleração do crescimento, entretanto, podem levar a mais saídas de capital e pressão sobre a taxa de câmbio”, apontou o relatório.

Por Kevin Yao

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