Venda da Celg desperta interesse, mas mercado teme preço alto em leilão

segunda-feira, 9 de novembro de 2015 13:48 BRST
 

Por Luciano Costa e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A intenção da estatal federal Eletrobras de vender a distribuidora de energia Celg, que atende o Estado de Goiás, tem chamado a atenção do mercado, mas os primeiros valores especulados para a operação foram considerados elevados por Equatorial Energia e CPFL, duas das maiores interessadas.

A Eletrobras espera arrecadar até 5 bilhões de reais no negócio, disse à Reuters uma fonte próxima das negociações no final de outubro.

"A Equatorial tem interesse e está de olho... estuda entrar sozinha ou em parceria, desde que os valores sejam ajustados. Considera muito alto (os 5 bilhões) dado o valor do ativo e outras incertezas operacionais", disse à Reuters uma outra fonte com conhecimento direto do assunto, na condição de anonimato.

Após a publicação da reportagem da Reuters sobre o valor de 5 bilhões de reais, a estatal informou em comunicado ao mercado que ainda "não existe expectativa" sobre o valor da companhia, na qual é majoritária e tem como sócio o governo de Goiás.

Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, realizada na última semana, o diretor financeiro da Equatorial, Eduardo Haiama, ressaltou que a empresa vai "pra cima" e deve entrar "forte" no leilão da distribuidora. Haiama não comentou sobre valores.

Já o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr, disse na semana passada que 5 bilhões de reais representa um montante elevado, ainda que empresa colocada à venda seja um bom ativo.

"Parece caro... é só você olhar quanto vale uma Eletropaulo na bolsa, uma Light, e são empresas muito maiores que a Celg", disse Ferreira, ressaltando, no entanto, que a distribuidora "é um belo ativo".

"Para quem está investindo e olha tamanho, perspectiva de crescimento e de melhora de performance, é uma bela empresa", apontou Ferreira.   Continuação...