10 de Novembro de 2015 / às 14:41 / 2 anos atrás

Cenibra suspende produção de celulose em MG após desastre da Samarco

Helicóptero sobrevoa Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG) que foi coberto pela lama de barragens da Samarco após rompimento. 06/11/2015Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - A Cenibra suspendeu a produção de celulose nas duas linhas de sua fábrica na cidade de Belo Oriente, Minas Gerais, após lama e detritos liberados com o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana terem alcançado área próxima ao local de captação de água.

Não há previsão para restabelecer as operações, suspensas desde sábado, devido à falta de informações oficiais sobre o incidente, disse a Cenibra em comunicado nesta terça-feira. "Alternativas para minimizar os impactos para a empresa e empregados estão em andamento", acrescentou.

A fábrica da Cenibra tem capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas de celulose por ano. Segundo o BTG Pactual, esse volume representa cerca de 4 por cento da capacidade mundial de produção do insumo de fibra curta.

O desastre na barragem da Samarco, uma joint venture entre a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, deixou ao menos três mortos e 24 desaparecidos e obrigou a cortes no fornecimento de água potável em cidades situadas a mais de 300 quilômetros de distância.

Analistas do Credit Suisse disseram que a parada da Cenibra é positiva para o preço da celulose, já que restringe a oferta, mas não é um catalisador para ações do setor na Bovespa, uma vez que deve ser provisória e de retorno rápido.

A Fibria, que capta água da região para sua fábrica em Aracruz, no Espírito Santo, disse que está usando reservatórios próprios com independência de 100 dias para abastecer a unidade, com capacidade de produzir 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano. A companhia informou que está monitorando a situação.

Às 12h30, a ação da Fibria ganhava quase 4 por cento na bolsa paulista, enquanto a da rival Suzano Papel e Celulose subia 2,43 por cento. O Ibovespa tinha queda de 0,82 por cento.

Por Priscila Jordão; Reportagem adicional de Paula Laier

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