11 de Novembro de 2015 / às 00:00 / 2 anos atrás

Líder da corrida presidencial argentina diz que liberará restrições cambiais no 1º dia no cargo

BUENOS AIRES (Reuters) - O candidato opositor que lidera a corrida presidencial na Argentina, Mauricio Macri, ao detalhar nesta terça-feira como gradualmente pretende terminar com os controles de capital se vencer o segundo turno das eleições, afirmou que liberaria dólares para novas importações e remessas de dividendos a partir do seu primeiro dia no cargo.

O candidato de centro-direita disse a jornalistas que levaria mais tempo para resolver questões relativas a dívidas acumuladas por importadores e dos lucros que empresas estrangeiras foram impedidas de enviar para seus países de origem no passado.

”Vamos tentar resolver o fluxo a partir do primeiro dia, e vamos ver como lidar com o tema do estoque”, disse Macri.

O candidato da situação, Daniel Scioli, oito pontos atrás de Macri na última pesquisa da Management & Fit para o pleito de 22 de novembro, também disse que disponibilizar dólares para empresas será uma prioridade.

No entanto, Scioli alertou contra a remoção precipitada dos controles de capital, uma vez que isso poderia levar a uma sangria de dólares. Os seus assessores afirmam que pode levar anos para normalizar o mercado de câmbio.

Marcos Peña, coordenador da campanha de Macri, disse nesta terça-feira que há muitas camadas de controle de capital e que não está claro quanto tempo demoraria para acabar com todas.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, impôs os controles há quatro anos para conter a fuga de capitais e proteger as reservas do país.

Com acesso restrito ao mercado global de capitais desde o calote da dívida de 2002, a Argentina depende dessas reservas para sustentar a sua moeda, pagar importações e cumprir obrigações da dívida. Os controles funcionaram por um tempo.

No entanto, nos últimos meses, o banco central tem queimado reservas em um esforço para sustentar a cotação oficial do peso. As reservas agora estão no nível mais baixo em nove anos, de acordo com dados oficiais.

Alguns economistas privados dizem que as reservas estão até mais baixas do que mostram os dados oficiais, apontando que a contabilização do banco central argentino inclui obrigações como swaps cambiais com a China. O banco de investimento norte-americano Jefferies acredita que as reservas líquidas estão perto de zero.

“A pergunta que ninguém sabe responder é quanto há de reservas. Papéis há muitos, reservas muito menos. E quanto vai sobrar até 10 de dezembro?”, disse Macri.

Quem tomar posse no dia 10 de dezembro vai herdar vários problemas econômicos, como reservas baixas, inflação de dois dígitos e uma batalha legal com credores que impede que a Argentina de acessar os mercados globais de dívida.

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