Líder da corrida presidencial argentina diz que liberará restrições cambiais no 1º dia no cargo

terça-feira, 10 de novembro de 2015 21:54 BRST
 

Por Richard Lough e Maximiliano Rizzi

BUENOS AIRES (Reuters) - O candidato opositor que lidera a corrida presidencial na Argentina, Mauricio Macri, ao detalhar nesta terça-feira como gradualmente pretende terminar com os controles de capital se vencer o segundo turno das eleições, afirmou que liberaria dólares para novas importações e remessas de dividendos a partir do seu primeiro dia no cargo.

O candidato de centro-direita disse a jornalistas que levaria mais tempo para resolver questões relativas a dívidas acumuladas por importadores e dos lucros que empresas estrangeiras foram impedidas de enviar para seus países de origem no passado.

"Vamos tentar resolver o fluxo a partir do primeiro dia, e vamos ver como lidar com o tema do estoque”, disse Macri.

O candidato da situação, Daniel Scioli, oito pontos atrás de Macri na última pesquisa da Management & Fit para o pleito de 22 de novembro, também disse que disponibilizar dólares para empresas será uma prioridade.

No entanto, Scioli alertou contra a remoção precipitada dos controles de capital, uma vez que isso poderia levar a uma sangria de dólares. Os seus assessores afirmam que pode levar anos para normalizar o mercado de câmbio.

Marcos Peña, coordenador da campanha de Macri, disse nesta terça-feira que há muitas camadas de controle de capital e que não está claro quanto tempo demoraria para acabar com todas.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, impôs os controles há quatro anos para conter a fuga de capitais e proteger as reservas do país.

Com acesso restrito ao mercado global de capitais desde o calote da dívida de 2002, a Argentina depende dessas reservas para sustentar a sua moeda, pagar importações e cumprir obrigações da dívida. Os controles funcionaram por um tempo.   Continuação...