Presidente da Bradesco Seguros morre em acidente de avião

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 12:41 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, morreu em um acidente aéreo na terça-feira, informou o banco em comunicado nesta quarta-feira.

Rossi, 54, estava à bordo do jato Cessna Citation VII viajando de Brasília a São Paulo quando o avião caiu na região central do Brasil. De acordo com duas fontes a par do assunto, Rossi se reuniu com uma série de autoridades do governo na terça-feira, antes de embarcar para São Paulo na aeronave de propriedade do Bradesco.

O presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira, também morreu no acidente, informou o Bradesco.

"Reconhecidos pelo talento, competência e entusiasmo no trabalho, fraternal convivência com suas equipes e plena dedicação às suas famílias, eles cumpriram carreiras brilhantes", disse o Bradesco em nota à imprensa.

"Os desaparecimentos prematuros interrompem tragicamente trajetórias profissionais marcadas por vitórias e conquistas, exemplares para todos os que com eles conviveram e que serão referência para as nossas novas gerações", acrescentou.

Outras vítimas fatais do acidente foram o comandante da aeronave Ivan Morenilla Vallim e o copiloto Francisco Henrique Tofoli Pinto.

A Força Aérea Brasileira disse que o avião desapareceu dos radares no fim da tarde de terça-feira perto da fronteira entre os Estados de Goiás e Minas Gerais, e provavelmente caiu por volta das 20h.

Rossi era visto como o mais provável sucessor de Luiz Carlos Trabuco como presidente do Banco Bradesco.

Ele substituiu Trabuco como chefe da Bradesco Seguros quando o atual presidente do banco foi escolhido para comandar a instituição financeira em 2009. Sob as regras do Bradesco, executivos devem se aposentar aos 65 anos. Trabuco vai completar a idade limite em outubro de 2016.   Continuação...

 
Local da queda de avião que resultou na morte de executivos do Bradesco em fazenda na fronteira entre Goiás e Minas Gerais. 11/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino