Dilma telefona para CEOs da Vale e BHP e cobra providências sobre desastre em MG

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 22:04 BRST
 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff cobrou nesta quarta-feira, em conversa telefônica com os presidentes-executivos Vale, Murilo Ferreira, e BHP Billiton, Andrew Mackenzie, que as mineradoras arquem com todos os custos de reconstrução das áreas atingidas pelo rompimento das barragens de rejeitos da Samarco Mineração em Mariana (MG).

A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, e a anglo-australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, controlam a Samarco.

“Nesse contato a presidente cobrou providências para reparação às famílias atingidas e solução para os impactos ambientais”, disse o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, a jornalistas.

O rompimento das barragens na quinta-feira da semana passada causou a morte de ao menos oito pessoas, a destruição de localidades próximas e um desastre ambiental que atingiu o Rio Doce, que abastece cidades em Minas e no Espírito Santo.

Dilma exigiu das empresas um plano, a ser apresentado ao governo rapidamente, com a previsão das ações de reparação e recuperação da região.

A conversa foi dura, de acordo com um assessor palaciano. A presidente já havia determinado, pela manhã, que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, marcasse uma reunião com os representantes das empresas para cobrá-los pela reconstrução da região. À tarde, no entanto, decidiu ela mesma conversar com os executivos.

De acordo com Gilberto Occhi, Mackenzie e Ferreira se mostraram “dispostos” a assumir a responsabilidade pelo desastre e admitiram que as empresas farão todos os esforços para resolver os problemas criados pelo rompimento das barragens.

Nesta quarta-feira, depois de visitarem a região atingida, os executivos asseguraram que as empresas vão criar um fundo para cobrir os custos da recuperação, mas disseram que ainda é cedo para calcular quanto será necessário.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante encontro com príncipe do Japão no Palácio do Planalto, em Brasília. 06/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino