November 12, 2015 / 2:22 PM / in 2 years

Dólar sobe mais de 1% e opera a R$3,80 por cenário local e Fed, apesar de BC

3 Min, DE LEITURA

Casa de câmbio no Rio de Janeiro. 24/09/2015Sergio Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançava mais de 1 por cento e era negociado a 3,80 reais nesta quinta-feira, ainda pressionado pelas incertezas locais com a economia e a política e pela perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, apesar da atuação do Banco Central no câmbio e a aprovação na Câmara dos Deputados de projeto de regularização de capitais brasileiros no exterior.

Às 12:40, o dólar avançava 1,01 por cento, a 3,8075 reais na venda, após cair 0,58 por cento na véspera em meio a rumores de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia substituir Joaquim Levy como ministro da Fazenda. Na máxima desta sessão, a moeda cjegou a 3,8270 reais.

"O cenário ainda está muito difícil e há motivos para cautela", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

A deterioração das contas públicas do Brasil e turbulências políticas vêm levando alguns investidores a evitarem ativos denominados em reais. Os problemas locais somam-se à expectativa de que os juros norte-americanos subam em dezembro, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

Em discurso no início da tarde, a chair do Federal Reserve Janet Yellen não comentou sobre o momento da alta de juros ou sobre a economia dos EUA.

Nesta sessão, essa apreensão ofuscava parcialmente a perspectiva de mais entradas de recursos devido à aprovação do projeto de lei que regulariza ativos não declarados de brasileiros no exterior, que faz parte das medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo ao Congresso Nacional.

O mercado também minimizava o anúncio de leilão de venda de até 500 milhões de dólares com compromisso de recompra pelo BC nesta tarde, a quarta operação desse tipo promovida neste mês. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, a operação não serve para rolar linhas já existentes.

Operadores entendem que a atuação tem como fim atender à demanda por dólares típica de fim de ano, da parte principalmente de exportadores.

O BC também deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a 4,732 bilhões de dólares, ou cerca de 43 por cento do lote total, que corresponde a 10,905 bilhões de dólares.

"O BC gera algum alívio, mas o impacto dessas operações é pequeno e esperado", disse o operador de uma corretora internacional.

Operadores vêm ressaltando ainda que o baixo volume de negócios, que tem sido a regra nas últimas semanas, deixa o mercado mais sensível a operações pontuais. Por isso, não descartam a possibilidade de mais uma onda de volatilidade.

O mercado também continuava atento aos rumores de que Meirelles possa, eventualmente, substituir Levy. "A conclusão é que (a ida de Meirelles à Fazenda) seria algo positivo e os preços já refletem isso. Agora é esperar para ver as próximas notícias", acrescentou o operador.

Por Bruno Federowski

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