País precisa descontratar térmicas caras e substituí-las por fontes limpas, diz ministro

quinta-feira, 12 de novembro de 2015 13:31 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil precisa enfrentar o desafio de substituir 15 gigawatts em usinas térmicas ineficientes, caras e poluentes por novas formas de geração, mais limpas e baratas, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante apresentação em evento empresarial sobre mudança climática em São Paulo.

"O desafio é como descontratar esses 15 GW... ouço dizer que esses contratos são 'imexíveis', mas não são, existem cláusulas", afirmou Braga.

Segundo ele, o país pode utilizar leilões para contratar novos empreendimentos e não ficar "amarrado a uma energia cara e (negativa) do ponto de vista ambiental".

A maior parte do parque termelétrico brasileiro foi viabilizado logo após o racionamento de energia pelo qual o país passou em 2001, em um contexto em que, segundo Braga, buscou-se "energia a qualquer custo", o que levou à construção de muitas plantas a diesel e óleo, que hoje oneram o consumidor devido ao elevado custo do combustível necessário para operá-las.

De acordo com Braga, o governo manterá a realização de leilões de energia para viabilizar novas usinas, e o atual quadro de retração da demanda por eletricidade não levará a um excesso de oferta no futuro, se o país fizer "o dever de casa".

"É uma energia cara, que não é adequada, podemos substituí-la. E há também a grande esperança de que os ajustes econômicos e fiscais que estão sendo feitos acontecerão, e o país voltará a crescer e demandar novas energias... o planejamento de longo prazo leva em consideração todos esses aspectos", disse Braga.

(Por Luciano Costa)