Uma semana após desastre da Samarco, bombeiros buscam 19 vítimas

quinta-feira, 12 de novembro de 2015 16:46 BRST
 

Por Marta Nogueira

MARIANA, Minas Gerais (Reuters) - Uma semana após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco em Mariana (MG), que despejou uma onda de lama que devastou comunidades causando mortes e inúmeras consequências ambientais, o Corpo de Bombeiros permanece na difícil busca de 19 pessoas desaparecidas, numa ação que já extrapola os limites da região para áreas do Rio Doce.

Fala-se em oito mortes pelo desastre até o momento, mas somente seis vítimas fatais foram reconhecidas por familiares ou amigos. A identificação das outras duas pessoas, que não foi possível visualmente, devido às condições em que se encontram os corpos, demandará exames complementares.

Os corpos sem identificação não são ainda considerados vítimas do acidente, segundo a prefeitura de Mariana.

Entre os desaparecidos, há funcionários que trabalhavam no local do acidente e nove moradores, segundo a prefeitura.

Trabalham nas buscas por desaparecidos, nesta quinta-feira, 110 bombeiros militares, com o auxílio de seis helicópteros e cães farejadores, afirmou à Reuters o major Cruz, responsável pela comunicação dos bombeiros sobre o desastre.

Os oficiais estão nesta quinta-feira percorrendo as margens do Rio Doce, por onde houve o escoamento da lama que escapou das barragens de Fundão e Santarém, já considerado um dos piores desastres da indústria brasileira de mineração.

Major Cruz explicou ainda que as primeiras áreas que foram atingidas pela enxurrada de rejeitos precisaram ser evacuadas na quarta, depois que a Samarco informou que precisaria realizar intervenções para aumentar a segurança de uma terceira barragem.

A barragem de Germano, onde estão sendo realizadas intervenções, fica acima das duas barragens que se romperam, segundo o major Cruz. Dessa forma, os bombeiros precisaram remanejar as buscas para outros locais.   Continuação...