12 de Novembro de 2015 / às 19:55 / em 2 anos

Bovespa fecha em queda após sessão volátil, pressionada por NY e Petrobras

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, pressionado por Petrobras, após sessão volátil em meio a uma bateria de resultados corporativos, que colocou a fabricante de celulose Suzano na ponta positiva e derrubou as ações da elétrica Copel

O Ibovespa caiu 0,39 por cento, a 46.883 pontos. Na máxima, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,84 por cento e na mínima, caiu 0,78 por cento.

O volume financeiro da sessão somou 5,9 bilhões de reais.

A fraqueza em Wall Street também pesou na bolsa paulista, com ações de energia e matérias-primas pressionadas pela queda dos preços de commodities, e investidores analisando discursos de autoridades do Federal Reserve no sentido de alta dos juros no próximo mês.

O pregão brasileiro também foi marcado por expectativa em relação ao anúncio rebalanceamento semestral do índice acionário global MSCI, previsto para após o fechamento do mercado, bem como de suas subdivisões.

Em nota a clientes divulgada pela manhã, o Itaú BBA disse que, entre as ações brasileiras, esperava a exclusão de Banrisul, B2W, Cyrela Brazil Realty, Ecorodovias, Qualicorp e Via Varejo.

DESTAQUES

=PETROBRAS terminou com as preferenciais em queda de 1,81 por cento e as ordinárias com recuo de 2,59 por cento, exercendo a maior pressão negativa para o índice, na esteira de novo declínio dos preços do petróleo. Os agentes financeiros aguardam a divulgação do resultado trimestral da empresa prevista para após o fechamento do mercado.

=SUZANO PAPEL E CELULOSE subiu 5,89 por cento, após balanço do terceiro trimestre mostrando melhora no resultado operacional, além de anúncio de investimento estimado de 1,625 bilhão de reais. Em teleconferência sobre o resultado, executivos da empresa traçaram um cenário ainda positivo para o segmento de celulose no quarto trimestre e afirmaram que a empresa pretende realizar aumentos de preços para os papéis do tipo cut size e offset a partir de fevereiro.

=BANCO DO BRASIL reduziu as perdas ao longo da sessão e terminou com variação negativa de apenas 0,29 por cento, após cair quase 3 por cento pela manhã diante da repercussão negativa do lucro do terceiro trimestre abaixo do previsto por analistas. O resultado foi pressionado pela piora na qualidade da carteira de empréstimos, que levou a um salto nas provisões para inadimplência.

=COPEL desabou 8,65 por cento, em meio à avaliação desfavorável do balanço trimestral, que mostrou queda anual de 60,8 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre da elétrica. “O segmento de distribuição continua derrubando os resultados, custos gerenciáveis continuam subindo e o nível de provisionamentos continua muito acima do resto do setor”, disse o Credit Suisse, em nota a clientes.

=GOL reverteu as perdas da manhã e fechou em alta de 1,42 por cento, mesmo após revisão da projeção da companhia aérea para a margem operacional (Ebit) em 2015, além do prejuízo de 2,13 bilhões de reais no terceiro trimestre. Na teleconferência sobre os resultados, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse acreditar que o pior cenário para a companhia ficou para trás. Na mínima, o papel caiu 2,56 por cento.

=OI caiu quase 4 por cento, após o grupo de telecomunicações divulgar prejuízo de 1,021 bilhão de reais no terceiro trimestre, além de aumento da dívida líquida na base trimestral para 37,2 bilhões de reais.

=VALE encerrou com queda de 1,02 por cento nos papéis preferenciais de classe A. A presidente Dilma Rousseff responsabilizou nesta quinta-feira a mineradora Samarco, joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, pelo desastre provocado com o rompimento de duas barragens operadas pela empresa em Mariana (MG) e anunciou uma multa “preliminar” de 250 milhões de reais à companhia.

=KROTON EDUCACIONAL terminou em baixa de 0,28 por cento, revertendo os ganhos da primeira etapa, quando chegou a subir mais de 8 por cento em meio à análise de resultado do terceiro trimestre, que mostrou alta de cerca de 34 por cento no lucro líquido ajustado.

=JBS subiu 0,71 por cento, após a companhia de alimentos divulgar lucro líquido de 3,44 bilhões de reais no terceiro trimestre, um salto de 215 por cento ante o ganho obtido no mesmo período do ano passado.

=COSAN valorizou-se quase 3 por cento, com os números do terceiro trimestre também no radar, que mostraram menores perdas financeiras, somando 204,1 milhões de reais. O BTG Pactual avaliou que a empresa apresentou um resultado “limpo e consistente” e está caminhando para atingir suas projeções do ano com tranquilidade.

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