Usiminas precisa reduzir porte para enfrentar recessão, diz presidente

quinta-feira, 12 de novembro de 2015 18:18 BRST
 

Por Walter Brandimarte

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas precisa reduzir a escala de suas operações, vender ativos e refinanciar dívida para lidar com a recessão brasileira e a queda nos preços do aço no exterior, afirmou o presidente-executivo da siderúrgica, Rômel de Souza, nesta quinta-feira.

A demanda por produtos de aço plano caiu por mais de 25 por cento em base anual, com o Brasil entrando na sua mais profunda recessão em 25 anos, observou Souza durante uma apresentação a analistas em São Paulo.

Ao mesmo tempo, as margens nas exportações se estreitaram consideravelmente, na medida em que os preços de aço plano caíram mais rapidamente do que os de matérias-primas como minério de ferro e carvão, disse ele.

"Estamos perdendo competitividade. Cada dia que passa fica mais difícil", disse o executivo durante reunião com analistas e investidores. "A única solução é adequar o tamanho da empresa."

A Usiminas divulgou no final de outubro o quinto prejuízo trimestral consecutivo e anunciou parada na produção de aço na usina de Cubatão juntamente com a demissão de 4 mil trabalhadores da unidade. Segundo o presidente da companhia, as demissões vão ser efetivadas em janeiro do próximo ano.

Apesar do forte aumento do endividamento da empresa, o vice-presidente financeiro, Ronald Seckelmann, disse que a empresa não está considerando fazer um aumento de capital neste momento.

"Esta seria a última medida, que ainda não está na mesa", afirmou o executivo durante a reunião.

As ações da Usiminas fecharam em queda 0,36 por cento nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa recuou 0,39 por cento.   Continuação...