Vendas no varejo no EUA mostram fragilidade; pressão inflacionária continua fraca

sexta-feira, 13 de novembro de 2015 14:35 BRST
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos que o esperado em outubro em meio à surpreendente queda das compras de automóveis, sugerindo desaceleração nos gastos dos consumidores, que pode limitar as expectativas de recuperação forte do crescimento econômico no quarto trimestre.

Outros dados divulgados nesta sexta-feira mostraram a segunda queda mensal seguida nos preços ao produtor em meio à queda dos custos de serviços. Inflação fraca e sinais de desaceleração dos gastos do consumidor podem complicar a decisão do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, sobre se eleva a taxa de juros no mês que vem.

"Embora continuemos a esperar que os gastos pessoais continuem sendo uma importante fonte de suporte para a atividade econômica neste trimestre, esse relatório indica um início muito fraco do trimestre", disse o vice-economista-chefe do TD Securities Millan Mulraine.

O Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo subiram 0,1 por cento no mês passado após ficarem estagnadas em setembro. Economistas esperavam aumento de 0,3 por cento.

As vendas de automóveis caíram 0,5 por cento no mês passado após alta de 1,4 por cento em setembro. O recuo foi inesperado uma vez que as montadoras divulgaram vendas fortes para outubro. Segundo economistas os fortes descontos para atrair compradores devem ser responsáveis pela discrepância.

As vendas varejistas excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentos subiram 0,2 por cento após ganho de 0,1 por cento em setembro. Chamada de núcleo das vendas, essa medida corresponde mais de perto ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto (PIB).

Um relatório separado mostrou que o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan subiu a 93,1 no início de novembro sobre 90,0 em outubro.

Um terceiro relatório, do Departamento do Trabalho, mostrou que o índice de preços ao produtor recuou 0,4 por cento no mês passado após cair 0,5 por cento em setembro.

Nos 12 meses até outubro, o índice caiu 1,6 por cento, maior recuo desde o início da série em 2009. Outubro também marcou o 12º mês de queda do índice.

Os dados fracos de gastos e inflação não mudam de forma significativa as expectativas de que o Fed vai elevar a taxa de juros no próximo mês na esteira do robusto relatório de emprego de outubro.