Reconstrução de relações comerciais com Brasil seria prioridade de argentino Macri

sexta-feira, 13 de novembro de 2015 20:12 BRST
 

Por Richard Lough

BUENOS AIRES (Reuters) - A prioridade número um em política externa do candidato à Presidência da Argentina Mauricio Macri será reconstruir a confiança do Brasil numa problemática relação comercial, disse o assessor para relações externas do candidato oposicionista nesta sexta-feira.

Brasil e Argentina são as principais economias da América do Sul, mas os fluxos comerciais entre os dois países desacelerou bastante, ao mesmo tempo que ambos enfrentam dificuldades após o colapso do boom global das commodities.

O Brasil tem sido frustrado por um muro de medidas protecionistas tomadas pela atual presidente argentina, a líder de esquerda Cristina Kirchner, com o objetivo de proteger a indústria local da competição externa e defender as reservas em moeda estrangeira.

Macri, o prefeito de centro-direita de Buenos Aires, que segundo pesquisas é o favorito para ganhar o segundo turno de 22 de novembro, faz uma campanha para reduzir esses controles comerciais e de capitais e abrir a economia, a terceira maior da América Latina, atrás de Brasil e México.

“A nossa prioridade é a relação com o Brasil, assim como a nossa relação com o resto da América do Sul”, disse Fulvio Pompeo em entrevista. “Temos que construir confiança com o Brasil. Por dois anos a nossa relação comercial bilateral está parada.”

Pompeo, subsecretário para relações internacionais no governo de Mauricio Macri em Buenos Aires, afirmou que a primeira viagem ao exterior de Macri, se ele ganhar a eleição, será para o Brasil.

O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, mas as exportações argentinas para o vizinho haviam caído 29 por cento, na relação ano a ano, em setembro, atingidas pela recessão brasileira e pelo peso sobrevalorizado na Argentina.

Pompeo defendeu a necessidade de “regras claras do nosso lado, sem mentiras” para facilitar as quase sempre tensionadas relações, que são uma grande dor de cabeça para o Mercosul, a união aduaneira e grupo comercial de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, do qual a Bolívia também foi aceita como integrante.   Continuação...

 
Candidato à Presidência da Argentina Mauricio Macri participa de cerimônia em Buenos Aires. 28/10/2015 REUTERS/Marcos Brindicci