Dólar opera quase estável, a R$3,83, com Paris, Fed e ruídos sobre Fazenda

segunda-feira, 16 de novembro de 2015 12:27 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava perto da estabilidade nesta segunda-feira, na casa dos 3,83 reais, com investidores evitando ativos de risco após os ataques em Paris na sexta-feira mas avaliando que a influência dessas notícias sobre os mercados financeiros é limitada.

O mercado também adotava cautela em meio a ruídos sobre o futuro de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda e no início de uma semana marcada por eventos que podem trazer mais pistas sobre quando os juros começarão a subir nos Estados Unidos.

Às 12:27, o dólar avançava 0,06 por cento, a 3,8349 reais na venda, após avançar 1,75 por cento na sexta-feira e fechar no maior nível em duas semanas. Na máxima desta sessão, a moeda norte-americana alcançou 3,8621 reais.

"Os ataques em Paris assustam e a reação normal é buscar proteção", disse o operador da corretora Spineli José Carlos Amado. Ele ressaltou, porém, que o impacto do evento sobre os mercados é pequeno. "Não mudam os fundamentos (econômicos)", acrescentou.

A polícia francesa vasculhava casas de supostos militantes islâmicos pelo país após os ataques em Paris, prendendo 23 pessoas e apreendendo armas incluindo lança-foguetes. Pelo menos 129 pessoas morreram nos ataques na sexta-feira.

No Brasil, investidores continuavam preferindo estratégias mais defensivas em meio a incertezas sobre a possível saída de Levy do Ministério da Fazenda. Rumores de que o ex-presidente do BC Henrique Meirelles poderia ser seu sucessor agradaram o mercado na semana passada, mas notícias de que o próximo ministro não teria autonomia completa voltaram a golpear o bom humor na sexta-feira.

Outro nome que entrou nos rumores como eventual sucessor de Levy é o do diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) Otaviano Canuto. "O mercado não conhece muito bem o Canuto, mas a primeira vista parece que ele defende uma política fiscal rígida, o que é positivo", disse o operador da corretora de um banco nacional.

Em entrevista nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff afirmou que Levy permanecerá no cargo "até segunda ordem" e disse que as especulações sobre o ministro são nocivas para o país.

Além disso, investidores evitavam fazer grandes operações antes da divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA e da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, nos próximos dias.   Continuação...