Funcionários da Petrobras na Bacia de Campos mantêm greve

segunda-feira, 16 de novembro de 2015 20:58 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O fim da pior greve dos funcionários da Petrobras em 20 anos, com expressivos impactos na produção, está encontrando resistência de diversos sindicatos, inclusive do responsável pela Bacia de Campos, apesar do indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) pela interrupção da paralisação.

O Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro NF), que representa funcionários da Bacia de Campos, afirmou nesta segunda-feira que permanece em greve para garantir o pagamento dos salários dos funcionários referente aos dias de paralisação e contra o plano de venda de ativos da petroleira.

Campos é responsável atualmente pela produção de mais de 60 por cento da produção brasileira de petróleo.

A greve está aumentando ainda mais a pressão operacional e financeira sobre a Petrobras, que está lutando para manter todas as fontes de receita enquanto busca se reerguer em meio aos baixos preços do petróleo e de uma crise do setor no país.

"A rejeição criou uma situação confusa", disse Fernanda Vizeu, assessora de imprensa Sindipetro NF. "Membros querem ser pagos por todos os dias em que estiveram em greve, e não pela metade, e querem uma discussão mais ampla sobre cortes orçamentários e vendas de ativos."

O último impasse entre o Sindipetro NF e a FUP, em 2013, foi resolvido rapidamente, explicou a assessora.

Os 12 sindicatos filiados à FUP entraram em greve em 1º de novembro, em um esforço para reverter os planos da Petrobras de cortar investimentos e vender mais de 15 bilhões de ativos até o fim de 2016.

A Petrobras chegou a admitir perdas diárias com redução da produção de até 13 por cento em relação aos níveis pré-greve, tornando o movimento o pior desde 1995.

Na sexta-feira, FUP recomendou a aprovação da proposta da Petrobras de aumento salarial de 9,53 por cento, pagamento de 50 por cento dos salários pelos dias não trabalhados durante a greve e a promessa de um grupo de trabalho integrado por representantes do sindicato e da Petrobras para discutir cortes no orçamento e vendas de ativos.   Continuação...