Preços ao consumidor nos EUA sobem em outubro e podem sustentar apostas de alta dos juros

terça-feira, 17 de novembro de 2015 12:39 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - Os preços aos consumidores nos Estados Unidos subiram em outubro, após dois meses seguidos de queda, com aumento no custo da gasolina e de uma série de outros bens, sinal de que o peso sobre a inflação do dólar forte e dos preços mais baixos do petróleo começa a diminuir.

A modesta alta da inflação no mês passado pode oferecer mais suporte às expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, vai elevar a taxa de juros no próximo mês.

O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira que o índice de preços ao consumidor subiu 0,2 por cento no mês passado, revertendo a queda de 0,2 por cento de setembro e em linha com economistas consultados pela Reuters.

Nos 12 meses até outubro, o índice avançou 0,2 por cento depois de ficar estável em setembro, contra expectativa de avanço de 0,1 por cento no levantamento da Reuters.

Sinais de estabilização dos preços após recente espiral de baixa devem ser bem recebidos pelas autoridades do Fed e lhes dar alguma confiança de que a inflação vai gradualmente voltar para a meta do banco central de 2,0 por cento.

Na esteira do forte relatório de emprego em outubro, a expectativa é de que o Fed eleve os juros, atualmente perto de zero, na reunião de 15 e 16 de dezembro.

Existe expectativa de que o aperto das condições do mercado de trabalho, caracterizado pela taxa de desemprego agora na faixa que algumas autoridades do Fed veem como consistente com pleno emprego, colocará pressão de alta sobre os salários e elevará a inflação para a meta.

O chamado núcleo do índice de preços, que elimina os custos de alimentos e de energia, subiu 0,2 por cento, repetindo a taxa do mês anterior. Aluguéis e custos médicos foram responsáveis pela maior parte do resultado.

Nos 12 meses até outubro, o núcleo do índice subiu 1,9 por cento, após alta pela mesma margem em setembro.   Continuação...

 
Mulher faz compras com crianças em mercado de Bentonville, em Arkansas, nos EUA. 05/06/2014  REUTERS/Rick Wilking