Samarco faz reparos emergenciais em barragens que correm risco

terça-feira, 17 de novembro de 2015 23:49 BRST
 

Por Reese Ewing

(Reuters) - A mineradora Samarco disse nesta terça-feira que está realizando monitoramento em tempo real e fazendo reparos de emergência em duas de suas barragens de rejeitos que sofreram danos na sequência do colapso da barragem do Fundão na região de Mariana (MG), no último dia 5, causando o maior desastre ambiental do país e a morte de pelo menos 11 pessoas.

Executivos da Samarco Mineração, propriedade da Vale e da BHP Billition, disseram durante entrevista coletiva nesta terça-feira que a barragem de Santarém corre o maior risco de colapso e que suas equipes estão correndo para transportar 500 mil metros cúbicos de pedra para sustentá-la.

O diretor de Operações da Samarco, Kleber Terra, disse que os repares na Santarém e também na barragem de Germano devem levar entre 45 e 90 dias.

O engenheiro civil da Samarco José Vasconcelos disse que a barragem de Santarém foi atingida por cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama e água lançados pela barragem do Fundão.

Ele estima que 20 milhões de metros cúbicos de lama e detritos sedimentaram no vale, mas cerca de 5,5 milhões de metros cúbicos de rejeitos ainda estão sendo contidos pela barragem de Santarém.

Logo após o colapso do Fundão, a Samarco havia informado que Santarém também tinha rompido, mas posteriormente foi confirmado que a barragem apenas sofreu danos.

A empresa está tentando realizar os reparos o mais rápido possível antes que a região mineira entre na estação das chuvas, o que poderia complicar os esforços de reparação e erodir ainda mais a represa danificada.

As fortes chuvas estão se movendo em toda sudeste do Brasil, incluindo o vale do Rio Doce, em Minas Gerais, onde ocorreu o desastre, e rio abaixo no Estado do Espírito Santo, onde a lama só agora está chegando 12 dias após o estouro da barragem.   Continuação...

 
Distrito de Bento Rodrigues totalmente coberto por lama depois do rompimento da barragem do Fundão da mineradora Samarco, em Mariana (MG) 6/11/ 2015.  REUTERS/Ricardo Moraes