Levy diz que proposta de teto para dívida pública disciplina gasto e "deve ser acolhida"

quarta-feira, 18 de novembro de 2015 12:43 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira que a proposta de se criar um teto para a dívida pública disciplina o gasto público e, por isso, "deve ser acolhida", num momento em que o país deve repensar suas despesas correntes para buscar a sustentabilidade fiscal.

"Ao se botar um teto no pagamento da dívida, evidentemente passa-se um sinal importante em relação à propensão ao endividamento. Sabemos que endividamento excessivo é prejudicial ao crescimento", afirmou Levy em audiência sobre o tema na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

"No fundo, esta proposta de botar um teto para a dívida é uma proposta de disciplina do gasto público e, portanto, ela deve ser acolhida", completou.

Segundo Levy, o limite "pode nos servir muito bem" se acompanhado de medidas, como a revisão dos gastos públicos, em especial o aumento da despesa corrente acima da evolução do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro afirmou que a criação do teto para a dívida abre uma discussão técnica sobre eventuais níveis, acrescentando que o projeto tem mérito, mas possivelmente cria desafios.

Falando sobre uma agenda "pró-crescimento", Levy fez ainda um apelo à reforma do ICMS, do PIS/Cofins e à uma dinâmica para "simplificar, simplificar e simplificar" a vida do contribuinte.

MATÉRIAS ORÇAMENTÁRIAS

Levy expressou otimismo quanto à votação em sessão conjunta pelo Congresso de vetos presidenciais que ainda precisam ser analisados pelos parlamentares nesta quarta-feira, além de matérias orçamentárias que também precisam do aval do Legislativo.   Continuação...

 
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa de evento em São Paulo. 27/10/2015 REUTERS/Paulo Whitaker