Petróleo, cobre e carvão têm situação pior que em 2009, e há mais risco à frente

quarta-feira, 18 de novembro de 2015 12:40 BRST
 

Por Gavin Maguire e Henning Gloystein

CINGAPURA (Reuters) - Com petróleo, cobre e carvão sendo negociados por volta de seus menores níveis desde a crise financeira global, alguns investidores estão apostando que um limite mínimo pode estar próximo para estas commodities críticas e aumentaram suas posições compradas no mercado.

Ainda assim, aqueles que esperam uma recuperação forte como ocorrida em 2009 precisam avançar com cuidado.

Para as commodities industriais como o cobre, a China foi o salvador dos mercados na sequência da crise de 2008-09, após Pequim lançar gigantescos programas de estímulos para impulsionar a demanda.

Naquele momento, a confiança na capacidade chinesa de sustentar a demanda fez com que os preços dos contratos mais longos ficassem acima dos contratos mais curtos.

Mas os contratos futuros para o primeiro semestre de 2016 estão sendo negociados com preços mais baixos que os dos contratos mais próximos, sinalizando um ambiente muito mais cauteloso desta vez.

Isto tem sido atribuído à forte desaceleração na atividade econômica na China e à transição com menos indústrias com uso intensivo de commodities no país, o que ajudou a derrubar os preços do cobre este ano.

O maior consumidor mundial de metais básicos e ferrosos na última década também tem acumulados estoques enormes de metais.

"Com a China mudando decisivamente seu foco para longe do setor industrial e em busca de um crescimento do consumo, há poucos motivos para ser otimista com os metais no longo prazo", disse o analista e consultor do Energy Aspects Virendra Chauhan.

Apesar da perspectiva sombria, há caçadores de barganhas no mercado que esperam que os preços cheguem ao limite mínimo em breve.