Natura deve revelar nova estratégia de lojas a investidores na 5ª-feira, vê BTG Pactual

quarta-feira, 18 de novembro de 2015 14:43 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Natura deve apresentar sua nova estratégia de lojas, visando mitigar impacto do cenário macroeconômico e a contração do mercado de cosméticos e produtos de higiene pessoal, em encontro com analistas e investidores na quinta-feira, avalia a equipe do BTG Pactual, conforme relatório a clientes.

"A companhia entende plenamente o fato de que o seu canal direto de vendas não é suficiente para servir, envolver e reter seus clientes finais --daí o lançamento da Rede Natura-- e nós antecipamos novas medidas nesse sentido", afirmaram os analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade, do BTG.

Eles consideram que a companhia está pronta para abrir sua primeira linha de lojas próprias de varejo em 2016.

"Inicialmente, esperamos a abertura de 10 lojas em 2016, a partir de abril/maio, com 70-80 metros quadrados e um investimento de 3 milhões de reais por loja", escreveram.

Procurada, a Natura confirmou o encontro com investidores e analistas agendado para quinta-feira. Sobre a possibilidade de anúncio de uma nova estratégia durante o evento, a companhia disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tinha representantes imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Para os analistas do BTG, as lojas da Natura contarão com um ambiente diferenciado e níveis de serviço de excelente qualidade, tendo como alvo um público jovem da classe alta e média alta, a fim de aumentar o desejo pela marca.

No mesmo relatório, o BTG Pactual ajustou estimativas para a empresa, na esteira da divulgação do resultado do terceiro trimestre, e cortou o preço-alvo da ação de 30 para 28 reais.

Apesar da avaliação favorável sobre a mudança da Natura para fortalecer os laços com o cliente final, os analistas disseram que mantêm visão mais cautelosa com o papel da companhia por ora, prevendo um processo de transição "gradual e irregular".

A fabricante de cosméticos encerrou o terceiro trimestre com queda de 38,6 por cento no lucro líquido na comparação anual, em razão de demanda mais fraca no Brasil do que o previsto pela empresa.   Continuação...