Petrobras reduz investimentos em plano de negócios 2015-19 em 24,5%, a US$98,4 bi

terça-feira, 12 de janeiro de 2016 10:41 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho de Administração da Petrobras reduziu o plano de investimentos da companhia para o período 2015-2019 para 98,4 bilhões de dólares, corte de 32 bilhões de dólares ante a projeção inicial, principalmente devido à otimização do portfólio de projetos e do efeito cambial, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira.

O corte é de 24,5 por cento ante o plano inicial, divulgado em junho passado e que projetava aportes de 130,3 bilhões de dólares. No plano para 2014-2018, a companhia chegou a prever investimentos de 220,6 bilhões de dólares.

Os investimentos previstos para a área de Exploração e Produção no período 2015-2019 agora são de 80 bilhões de dólares, ou 81 por cento do total, ante 108,6 bilhões de dólares na primeira versão do plano.

Já a unidade de Abastecimento deverá investir 10,9 bilhões de dólares, seguida por Gás e Energia, com 5,4 bilhões, e pelas demais áreas, com 2,1 bilhões de dólares.

Dos recursos cortados do plano, 21,2 bilhões de dólares foram devido à "otimização de projetos", segundo a Petrobras, e 10,7 bilhões devidos ao efeito cambial.

"Estes ajustes visam a preservar os objetivos fundamentais de desalavancagem e geração de valor para os acionistas (..) à luz dos novos patamares de preço do petróleo e taxa de câmbio", apontou a Petrobras.

A nova versão do plano de negócios considera um preço médio para o petróleo Brent de 45 dólares em 2016, ante projeção anterior de 55 dólares, e uma taxa de câmbio média no ano de 4,06 reais por dólar, ante 3,80 reais anteriormente.

Já a meta de produção média de petróleo para 2016 no Brasil foi revista para 2,145 milhões de barris por dia (bpd), ante 2,185 milhões de bpd anteriormente.

A Petrobras informou ainda que atingiu uma produção média de petróleo de 2,128 milhões de bpd no país em 2015, ante 2,125 milhões estimados no plano de negócios.   Continuação...

 
Logo da Petrobras em São Paulo. 06/02/2015 REUTERS/Paulo Whitaker