Vendas mesmas lojas do Grupo Pão de Açúcar têm queda; ações recuam

terça-feira, 12 de janeiro de 2016 11:40 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas mesmas lojas do Grupo Pão de Açúcar recuaram no quarto trimestre, levando para baixo as ações do grupo na manhã desta terça-feira.

As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) consolidadas do grupo tiveram baixa de 2,3 por cento no quarto trimestre, seguindo tendência de queda vista nos trimestres anteriores diante da recessão econômica.

O resultado foi derrubado pelas vendas mesmas lojas da empresa de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo, que tombaram 15,2 por cento no período. Já as vendas do multivarejo --que reúne as bandeiras Pão de Açúcar e Extra-- e da bandeira de atacarejo Assaí subiram 1,9 por cento. Mesmo com as vendas da Cnova tendo crescido 9,5 por cento, elas não foram suficiente para evitar o dado geral negativo.

"Esperávamos alguma recuperação no multivarejo, mas o que houve foi crescimento de receita basicamente por conta do aumento de número de lojas", disse à Reuters o analista do Brasil Plural Felipe Cassimiro. O banco esperava crescimento de 3,4 por cento das vendas mesmas lojas do multivarejo.

O GPA inaugurou 25 unidades no trimestre, sendo 24 do segmento alimentar e uma da Casas Bahia. Dessa forma, a receita líquida consolidada do grupo ficou praticamente estável no período de outubro a dezembro, com variação positiva de 0,2 por cento, para 19,7 bilhões de reais.

As receitas do segmento alimentar tiveram alta de 6,7 por cento, impulsionada pelo avanço de 27,8 por cento na bandeira de atacarejo Assaí, que tem atraído mais clientes em busca de preços mais baixos diante da redução da renda e confiança do consumidor. O faturamento do multivarejo teve variação negativa de 0,3 por cento.

Já o segmento não alimentar viu a receita recuar 6,2 por cento, principalmente pela baixa de 14,7 por cento apurada na empresa de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo, controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio.

A receita da companhia de comércio eletrônico Cnova subiu 9,5 por cento. "As vendas de não alimentos tiveram desempenho superior ao do mercado, apesar do cenário macro desfavorável", ressalvou o GPA em comunicado ao mercado.

Às 11h38, as ações preferenciais do grupo tinham queda de 1,4 por cento, enquanto o Ibovespa tinha variação positiva de 0,7 por cento.

(Por Luciana Bruno)