GE diz cumprir conteúdo local para turbinas eólicas, espera aval do BNDES para 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016 13:21 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana GE ampliou o conteúdo local nas turbinas eólicas que produz no Brasil para atender exigências do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que passam a valer neste ano, e assim a empresa espera continuar vendendo aos clientes máquinas financiadas pela instituição de fomento.

"O cronograma de nacionalização da GE está praticamente concluído. Nossos equipamentos já cumprem todas exigências do BNDES... a conclusão desse processo deverá ocorrer em breve, ainda no início de 2016", disse a companhia à Reuters, em nota.

Procurado, o BNDES disse que concluirá a certificação de alguns fabricantes "nas próximas semanas após a apresentação dos documentos comprobatórios de cumprimento das exigências".

Por enquanto, segundo o banco, as espanholas Gamesa e Accciona e a brasileira WEG são as únicas que já cumprem os requisitos de conteúdo local estabelecidos para serem seguidos a partir de 2016 por companhias com interesse em vender equipamentos financiados com recursos da linha Finame.

Além desses, a alemã Wobben e a dinamarquesa Vestas também estão credenciadas para ter acesso aos financiamentos, mas o BNDES disse que elas ainda precisam cumprir a última etapa do processo de nacionalização, que entrou em vigor em janeiro de 2016.

As regras de conteúdo local para equipamentos financiáveis sempre existiram, mas a partir de 2012 o BNDES estabeleceu um cronograma específico, com marcos anuais, a ser seguido por fabricantes de turbinas eólicas, que deveriam gradativamente ampliar os componentes locais.

Procuradas, Wobben e Vestas não comentaram imediatamente.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a GE domina o mercado local de aerogeradores, uma posição ainda mais fortalecida após a companhia ter fechado a compra da divisão de Energia da francesa Alstom.

A GE monta os aerogeradores em uma fábrica em Campinas (SP) e também em fábricas da Alstom em Camaçari, na Bahia.