Vendas de combustíveis recuam em 2015 pela 1ª vez em uma década, diz Sindicom

terça-feira, 12 de janeiro de 2016 19:47 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas de combustíveis no Brasil recuaram 3,4 por cento em 2015, em sua primeira queda ante o ano anterior desde 2005, apesar do forte aumento no consumo de etanol hidratado para volumes históricos, segundo dados publicados nesta terça-feira pelo sindicato das distribuidoras de combustíveis (Sindicom).

O recuo das vendas, registrado entre as associadas do sindicato no período, foi principalmente devido à menor atividade econômica e à queda estimada no consumo das famílias, segundo o diretor de Mercado do Sindicom, César Guimarães.

"Até setembro o resultado do ciclo otto (gasolina, etanol e Gás Natural Veicular) chegou a ficar estável, e de outubro em diante começou a cair... a crise começou a chegar e a gente atribui isso (o resultado do ano) aos indicadores (econômicos)que estão sendo divulgados", afirmou Guimarães à Reuters.

O diretor destacou, entretanto, que nunca houve um volume de vendas de etanol hidratado "tão surpreendente" como em 2015.

As vendas do biocombustível registraram o maior volume comercializado desde o início do programa do álcool, com o etanol hidratado mais competitivo frente a gasolina em importantes Estados consumidores na maior parte do ano.

As vendas do biocombustível somaram mais de 11 bilhões de litros, alta de 39,2 por cento em relação ao ano anterior.

Na maior parte do ano, os preços do etanol hidratado tiveram uma paridade de preços favorável em relação à gasolina nos principais Estados produtores (São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), explicou Guimarães.

O diretor do Sindicom ponderou que as vendas do etanol hidratado chegaram a desacelerar no fim do ano, devido à entressafra e aos preços mais altos, mas afirmou que o biocombustível poderá crescer novamente em 2016, dependendo de diversos fatores.   Continuação...

 
Trabalhador abastece carro em posto de gasolina no Rio de Janeiro. 30 de setembro de 2015. REUTERS/Ricardo Moraes