China está vencendo batalha do iuan internacional, mas pode estar perdendo a guerra

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 09:57 BRST
 

Por Saikat Chatterjee e Michelle Chen

HONG KONG (Reuters) - No espaço de cerca de cinco anos, o mercado internacional do iuan foi de garoto propaganda da liberalização do mercado financeiro chinês para uma batalha para recuperar o controle do câmbio, assustando investidores e levantando questões sobre o futuro do mercado.

Embora o apetite do investidor pelo iuan internacional tenha levado um golpe após uma desvalorização em agosto, medidas tomadas pelo banco central da China nas últimas semanas para impulsionar o valor da moeda, inclusive criando escassez da unidade internacional, abalou a confiança ainda mais e aumentou a incerteza sobre a política cambial de Pequim.

Estas ações significam que a diferença entre as cotações doméstica e internacional do iuan evaporaram brevemente na terça-feira, depois de terem ficado em mais de 2 por cento na última semana --o que era potencialmente constrangedor para Pequim após a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de incluir o iuan como uma moeda de reserva.

"Este tipo de volatilidade do mercado não faz bem às companhias que têm exposição significativa ao iuan, como também as variações profundas no valor da moeda e seus custos de financiamento tornam o hedge praticamente impossível", disse o tesoureiro de uma multinacional europeia em Hong Kong, que pediu anonimato por não poder falar com a mídia.

O banco central da China não respondeu imediatamente a um pedido por comentários.

Desde o começo de 2010, o mercado internacional do iuan se espalhou de Hong Kong para Cingapura, depois Taiwan, Londres e outros, ganhando popularidade pela habilidade dos investidores de assegurarem um preço definido pelo mercado --diferente do altamente controlado iuan doméstico.

Um mercado internacional é crítico para a internacionalização do iuan enquanto o país se move para abrir sua conta de capital e tem por meta tornar Xangai um centro financeiro global em 2020.