Dólar e energia pressionam crescimento econômico dos EUA, segundo Livro Bege do Fed

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 19:59 BRST
 

Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos continuou dando sinais mistos entre o fim de novembro e o início de janeiro, com o dólar forte e os preços baixos da energia ofuscando parcialmente melhoras no mercado de trabalho e nos gastos do consumidor, informou nesta quarta-feira o Federal Reserve, banco central norte-americano.

A atividade econômica dos EUA expandiu-se em nove dos 12 distritos do país, segundo o relatório Livro Bege do Fed, que compila informações sobre a atividade empresarial coletadas com contatos em todo o país.

O Fed de Boston descreveu a atividade econômica como favorável, enquanto os distritos de Nova York e Kansas City descreveram-na como essencialmente estável. A maioria dos outros descreveu a atividade econômica como modesta.

Metade dos distritos do banco central dos EUA afirmou que a perspectiva para o crescimento econômico futuro continua majoritariamente positiva.

Mas enquanto o mercado de trabalho continuou a melhorar e a maioria dos distritos relatou crescimento "leve a moderado" nos gastos do consumidor, outros setores mostraram mais estresse.

A maioria dos setores ligados à manufatura enfraqueceu e "vários distritos relataram impacto negativo do dólar sobre a demanda", segundo o Fed. Contatos nos distritos de Filadélfia e San Francisco também disseram que a demanda global fraca contribuiu para os declínios.

A maioria das áreas do setor de energia "enfrentou novas dificuldades", conforme os preços do petróleo continuaram a cair. Os distritos de Cleveland e Kansas relataram que temperaturas mais quentes que a média "aumentaram os estoques já abundantes de petróleo e gás natural e mantiveram a pressão sobre os preços de energia, que já estão baixos".

O relatório foi compilado pelo Fed da Filadélfia, com informações coletadas até 4 de janeiro.

 
Homem caminha em frente ao Federal Reserve, em Washington. 16 de dezembro de 2015. REUTERS/Kevin Lamarque