AB InBev lança US$46 bi em bônus, 2a maior emissão da história

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 19:50 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - O maior grupo de cervejarias do mundo AB InBev lançou nesta quarta-feira captação com bônus de 46 bilhões de dólares, a segunda maior operação do tipo da história, com demanda recorde de 110 bilhões de dólares do mercado para ajudá-la a financiar a compra da rival SABMiller.

Segundo o IFR, serviço da Thomson Reuters, a emissão em sete tranches ficou pouco atrás do recorde de 49 bilhões de dólares emitidos pela Verizon em 2013, porém acima dos 40 bilhões previstos por profissionais do mercado.

Se o número final não mudar muito, a AB InBev poderá dizer que a operação teve a maior demanda já registrada para uma operação do tipo.

Bank of America Merrill Lynch, Barclays e Deutsche Bank são os coordenadores globais da oferta. Mitsubishi UFJ, Santander e Société Générale também participam.

Os bancos vão ficar satisfeitos com o sucesso da operação, que muitos acreditam que vai ajudar a melhorar o humor do mercado neste início de ano, marcado por preocupações com a desaceleração da China e a derrocada dos preços das commodities.

A emissão tem tranches de taxa fixa de três, cinco, sete, 10, 20 e 30 anos, além de outra de cinco anos com taxa flutuante.

As tranches de 10 e 30 anos são de 11 bilhões de dólares cada e foram lançadas a Treasuries mais 160 pontos básicos e Treasuries mais 205 pontos, respectivamente.

A enorme demanda permitiu aos coordenadores reduzir a rentabilidade oferecida aos investidores, o que muitos viram como um resultado sólido.

"Há estresse nos mercados de crédito, mas há dinheiro para a transação certa e a InBev é um bom exemplo disso", disse ao IFR Neil Sutherland, gestor de carteiras na Schroders. "A empresa restringiu o preço até de forma bem agressiva, mas mesmo assim conseguiu demanda de mais de 100 bilhões de dólares", acrescentou.

(Por Mike Gambale, Laura Benitez e Paul Kilby)

 
Logo da Anheuser-Busch InBev é fotografado na sede da cervejaria em Leuven, na Bélgica. 10 de novembro de 2015. REUTERS/Eric Vidal