Suíço BancaStato faz oferta não vinculante pelo BSI, do BTG Pactual

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 11:25 BRST
 

ZURIQUE/SÃO PAULO (Reuters) - O suíço Banca dello Stato del Cantone Ticino, BancaStato, afirmou nesta quinta-feira que está fazendo uma oferta não vinculante pelo também suíço BSI, controlado pelo brasileiro BTG Pactual.

"O BancaStato enviou uma carta de intenções não vinculante sobre a aquisição do BSI. Dado seu escopo, a transação é coordenada com outros dois importantes parceiros e o banco informou o Conselho de Estado sobre os passos tomados", disse a instituição financeira.

Em comunicado, o BancaStato afirmou que a oferta representa uma "excelente oportunidade de investimento que está no interesse de todo o setor financeiro e o Estado pode evitar desmembramento do BSI".

O BancaStato tem sede no cantão suíço de Ticino, onde também tem sede o BSI.

Em comunicado ao mercado nesta quinta-feira, o BTG Pactual disse que seu Conselho de Administração autorizou a negociação do BSI com interessados, sem informar nomes, após ter "recebido manifestações indicativas e não vinculantes" para a aquisição do banco suíço.

O BSI e outros ativos foram colocados à venda pelo BTG Pactual depois que seu fundador, o banqueiro André Esteves, foi preso em novembro passado acusado de obstruir a operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras

Mais cedo nesta quinta, o presidente-executivo do banco Julius Baer, Boris Collardi, disse que o banco não tem forte interesse em comprar o BSI. O comentário veio depois que o grupo Safra disse na quarta-feira não ter planos de fazer uma oferta pelo BSI, negando informações de um jornal suíço de que um acordo envolvendo o BSI teria sido alcançado.

O BTG Pactual quer vender o BSI pelo equivalente a 1,4 por cento dos ativos sob gestão da instituição na Suíça, ou cerca de 1,4 bilhão de dólares. O grupo brasileiro concluiu a compra do BSI em setembro passado por cerca de 1,3 bilhão de dólares.

As units do BTG Pactual exibiam alta de 0,49 por cento às 11h24 na bolsa paulista. Os papéis não fazem parte do Ibovespa, que no mesmo horário tinha variação negativa de 0,02 por cento.

(Por Ruppert Pretterklieber em Zurique e Alberto Alerigi Jr. em São Paulo)