Aeroviários mantêm "estado de greve" após nova negociação com aéreas

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 07:49 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Os aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Campinas e das bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários e Aeronautas decidiram manter o "estado de greve" aprovado em assembleias na semana passada, depois de terminar sem acordo nova rodada de negociações salariais com as companhias aéreas.

Na quinta-feira, ocorreu a sétima rodada de negociação da campanha salarial entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) e o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), que acabou sem acordo.

Os aeroviários representados pela Fentac/CUT rejeitaram nova proposta das aéreas TAM, Gol, Azul e Avianca. Segundo comunicado da Fentac/CUT, as empresas mantiveram posição de reajuste salarial zero, apresentando nova proposta de pagamento de abonos.

"Os aeroviários... rejeitaram em mesa essa proposta patronal, argumentando que o abono não incorpora aos salários, aos direitos e não repõe as perdas da inflação do período da data-base, calculado pelo INPC, das categorias".

O estado de greve dos aeroviários será mantido até reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília no dia 22, que ocorrerá caso as empresas não formulem uma nova contraproposta.

As aéreas sinalizaram a possibilidade de avaliar pontos apontados pela Fentac --pagamento retroativo, cláusulas sociais, reajuste nos pisos e pagamento do INPC ao invés do abono-- até 21 de janeiro.

Os aeronautas farão assembleias no dia 20 que também poderão aprovar o estado de greve.

Os aeronautas e aeroviários reivindicam reajuste salarial de 12 por cento (10,97 por cento de reposição da inflação da data-base, 1º de dezembro, e 0,93 por cento de aumento real), aumento de 15 por cento nos pisos salariais e demais benefícios econômicos e 20 por cento na cesta básica.

(Por Priscila Jordão)