Dilma diz que ajuste depende de crescimento e para isso é preciso mais crédito

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 13:53 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que não existe possibilidade de equilíbrio fiscal sem um crescimento econômico mínimo e defendeu mais crédito, desde que sem impacto fiscal, para esse crescimento acontecer.

Durante encontro com jornalistas, Dilma disse que “é possível" os bancos públicos ampliarem o crédito usando recursos por eles recebido com o pagamento feito pelo governo das chamadas "pedaladas fiscais".

“Isso não significa que terá qualquer impacto fiscal. Não estamos usando o fiscal para garantir o volume de crédito", disse durante o encontro no Palácio do Planalto.

Ao mesmo tempo, a presidente defendeu que não há uma contradição entre a perspectiva do Banco Central de aumentar as taxas de juro para tentar conter a inflação e o aumento de crédito não subsidiado.

“Não dá para não achar que uma coisa não conversa com a outra. Para ter crescimento econômico é preciso ter equilíbrio fiscal e controle da inflação se não tem crescimento econômico viável. É preciso até para viabilizar investimentos”, afirmou.

Segundo Dilma, o crescimento depende diretamente dessa estabilidade fiscal e do controle da inflação.

“Do outro lado, também não tem como chegar ao equilíbrio fiscal sem um mínimo de crescimento econômico. Nós experimentamos isso ano passado. A queda da atividade diminui a arrecadação e todo o planejamento fiscal cai por terra”.

A presidente afirmou ainda que o país “se adequou a uma nova realidade” e não vai oferecer crédito subsidiado, mas que o “crédito (normal, sem subsídio) vai continuar existindo”.

Dilma reconheceu que o país tem um problema “bastante forte na área da inflação”, e afirmou que há uma inflexibilidade que deriva ainda de algumas características de processos de indexação”.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. 15/01/2016 REUTERS/Adriano Machado