Usiminas mantém plano de cortes de cerca de 4 mil empregados em Cubatão

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 15:23 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas mantém plano de cortes de cerca de 4 mil postos de trabalho de sua usina siderúrgica em Cubatão, no litoral de São Paulo, e paralisar atividades de produção de aço da unidade, informou o sindicato de metalúrgicos da região nesta sexta-feira.

Após reunião de cinco horas na véspera, intermediada pelo Ministério Público, empresa e sindicato não chegaram a um acordo para evitar demissões e paralisação da produção de aço, informou o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Rezende de Sá.

"A Usiminas trabalha só com a hipótese de demissão... A gente está buscando uma solução para a empresa manter as operações e não demitir", disse Sá por telefone à Reuters.

Maior produtora de aços planos do Brasil em capacidade instalada, a Usiminas anunciou no fim de outubro que iria desativar temporariamente atividades de produção de aço da usina de Cubatão, mantendo as de laminação.

A empresa citou na ocasião o cenário de fraqueza da economia e a deterioração dos preços da liga nos mercados internacionais entre os motivos para a decisão. A parada vai exigir demissões de cerca de 2 mil funcionários diretos, disse a empresa nesta sexta-feira. Segundo o sindicato, o número sobe para perto de 4 mil incluindo os empregos indiretos.

"A empresa apresentou ao sindicato sua proposta final, um pacote de benefícios aos trabalhadores que excede o previsto em lei, mas o sindicato não aceita discutir as demissões", informou um representante da companhia. "É impossível não demitir se a empresa vai desligar as áreas primárias."

A oferta previa manutenção de planos de saúde e odontológico por 3 a 6 meses, prioridade na recontratação quando os equipamentos forem reativados e remanejamento interno de alguns profissionais para outras áreas da usina, além de cursos de recolocação profissional.

Às 15h18, as ações preferenciais da Usiminas tinham queda de 5,77 por cento, a 0,98 real, enquanto o Ibovespa tinha baixa de 3,28 por cento.

Na quarta-feira, a rival CSN decidiu parar o processo de demissão de funcionários de sua usina em Volta Redonda (RJ). A CSN demitiu 700 funcionários de um total de cerca de 3 mil que poderiam ser cortados segundo o sindicato local, mas não informou qual será o destino do alto-forno 2.   Continuação...