Petrobras confia em desinvestimentos e não prevê socorro do Tesouro

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 20:52 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ainda que tenha muitos desafios, a Petrobras está confiante que cumprirá a meta de desinvestimentos de mais de 14 bilhões de dólares neste ano, o que permitiria à companhia atingir um caixa em meados de 2017 de 15 bilhões de dólares, caso não capte recursos no mercado.

Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, a empresa não trabalha atualmente com a hipótese de acessar o mercado internacional de capitais, por não considerá-lo atrativo, e também não prevê nenhum tipo de socorro do Tesouro brasileiro.

"O que a nossa diretoria fez desde o início foi afastar a hipótese de recorrer ou ser assistida pelo Tesouro. Se nós não tivéssemos feito tomadas de decisão que foram tomadas, já teríamos há muito tempo batido na porta do Tesouro", afirmou Monteiro, citando o corte de investimentos como uma das medidas.

A empresa, que tem a maior dívida entre as petroleiras do mundo, considera alternativas para obter recursos no mercado ao longo do ano, como financiamento por meio de estrutura de leasing financeiro de plataformas e empréstimo com agências de crédito.

Monteiro destacou que novos cortes do plano de negócios da empresa poderão ser realizados caso haja um consenso de mercado e na empresa de que o preço do barril de petróleo tipo Brent, referência mundial, ficará no ano abaixo da média considerada pela companhia atualmente.

O petróleo Brent fechou nesta sexta-feira abaixo de 29 dólares por barril.

O executivo reiterou ainda que a empresa trabalha forte na redução de custos e afirmou que uma nova onda de demissões de terceirizados deve ser realizada neste ano.

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Sede da Petrobras no Rio de Janeiro 17/12/2015 REUTERS/Ricardo Moraes