WhatsApp diz que deixará de cobrar taxa de assinatura

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 19:27 BRST
 

Por Eric Auchard

MUNIQUE (Reuters) - O WhatsApp, mais popular aplicativo de mensagens instantâneas do mundo, desistiu de cobrar taxa de assinatura de 1 dólar por ano e avalia cobrar de empresas o envio de notificações para os clientes, afirmou o presidente-executivo da companhia, Jan Koum, nesta segunda-feira.

Além disso, a empresa de propriedade do Facebook espera que possa oferecer nos próximos meses a criptografia completa de mensagens, em um movimento para garantir a privacidade de conversas de usuários que provavelmente irá atrair mais críticas de alguns governos.

As autoridades nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros países dizem que o crescente predomínio de serviços como o WhatsApp e o iMessage, da Apple, está restringindo sua capacidade de monitorar suspeitos de crimes ou frustrar tramas de militantes e têm ameaçado aprovar novas leis para bloquear tais mudanças.

"Estamos a poucos meses da conclusão", disse Koum, observando que uma vez que estiver completo, o WhatsApp será o maior serviço do mundo a oferecer mensagens totalmente privadas. "Em breve poderemos falar mais sobre isso", disse ele.

A empresa, criada há sete anos e comprada pelo Facebook em 2014 por 19,2 bilhões de dólares, tem atualmente quase 1 bilhão de usuários e está testando fazer com que restaurantes, companhias aéreas e companhias de cartões de crédito paguem contactar seus clientes por meio do serviço de mensagem.

"Hoje anunciamos que o WhatsApp será gratuito aos usuários. Não vamos cobrar mais 1 dólar por ano", disse Koum a um público de empreendedores e investidores durante uma conferência em Munique.

Ele disse que fazer os clientes pagarem até mesmo quantias pequenas continua sendo difícil em muitos países onde o acesso a cartões de crédito e contas bancárias para fazer pagamentos online continua complicado. Em vez disso, Koum disse que começarão a fazer testes este ano para simplificar a maneira como empresas interagem com consumidores.

 
Foto ilustrativa mostra logos do WhatsApp em celular, em São Paulo. 16 de dezembro de 2015.  REUTERS/Nacho Doce