China tem menor crescimento em 25 anos e aumentam expectativas de mais estímulos

terça-feira, 19 de janeiro de 2016 10:02 BRST
 

Por Pete Sweeney e Samuel Shen

XANGAI (Reuters) - A economia chinesa cresceu em 2015 no ritmo mais fraco em 25 anos, levantando esperanças de que Pequim vai conter a desaceleração com mais medidas de estímulo, o que levou a uma alta nos mercados acionários do país.

O crescimento no ano de 2015 foi de 6,9 por cento após o do quarto trimestre desacelerar a expansão a 6,8 por cento, encerrando um ano tumultuado que testemunhou uma grande saída de capital, queda da moeda e o tombo do mercado no ano passado.

Preocupações com o controle de Pequim sobre a política econômica saltaram para o topo da lista de riscos dos investidores para 2016, após um renovado tombo nos mercados acionários e cambial aumentar a apreensão de que a economia possa estar se deteriorando rapidamente.

A desaceleração da China, junto à queda dos preços das commodities, levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a cortar suas projeções de crescimento global novamente nesta terça-feira, dizendo que espera que a segunda maior economia do mundo cresça apenas 6,3 por cento em 2016.

Dados da agência de estatísticas chinesa mostraram que a produção industrial em dezembro ficou abaixo das expectativas, com um aumento de apenas 5,9 por cento. Enquanto isso, a produção de aço e energia elétrica caíram pela primeira vez em décadas no ano passado e a produção de carvão mineral caiu pelo segundo ano seguido, ilustrando como uma desaceleração econômica e a mudança para o crescimento levado pelo consumo estão prejudicando a indústria.

O crescimento das vendas do varejo em dezembro também foi mais fraco do que o esperado, sendo de 11,1 por cento no mês passado, decepcionando aqueles que contam com o consumo como o novo motor do crescimento.

Houve alívio nos mercados, contudo, pelo fato de o crescimento ter ficado em linha com as previsões e por uma crescente expectativa de que mais medidas de afrouxamento monetário são iminentes, possivelmente antes dos feriados do Ano Novo Lunar no começo de fevereiro.

O investidores impulsionaram o índice de Xangai, que fechou a sessão com alta de 3,25 por cento, enquanto o índice CSI 300, das maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve ganho de 2,95 por cento. Ainda assim, os índices acumulam uma baixa em torno de 15 por cento neste ano depois de fortes quedas em várias sessões.

(Reportagem adicional por Nichola Saminather)

 
Bandeira chinesa na sede do banco central do país, em Pequim. 19/01/2016  REUTERS/Kim Kyung-Hoon