Azul cortará oferta doméstica em 7% e enviará aeronaves à TAP, diz presidente

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 14:22 BRST
 

Por Priscila Jordão e Brad Haynes

SÃO PAULO (Reuters) - A malha prevista pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras para abril vai ter um corte de 7 por cento na oferta doméstica em relação ao começo deste ano, o que levará a reduções de frota e envio de aeronaves para a parceira portuguesa TAP, disse a empresa à Reuters nesta quinta-feira.

Segundo o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, pode haver redução de capacidade também no segmento internacional neste ano, mas é cedo para ter certeza. Para a oferta doméstica, não são previstos novos cortes em 2016 no momento.

Em meio aos planos de cortes, a companhia disse que vai enviar à TAP nove jatos E190 da Embraer, seis ATRs e dois A330, da Airbus, estes últimos fariam rota para Nova York e nem chegaram a voar pela companhia. A Azul também vai devolver três E190 cujo contrato de leasing está perto de acabar.

"Precisamos reduzir capacidade no Brasil independente da TAP. A TAP participou do processo e preferimos que as aeronaves fossem para ela porque é uma empresa irmã. Se não fossem para ela, iriam para outra empresa", disse Neves.

A TAP foi adquirida por consórcio formado pelo fundador da Azul, David Neeleman, e pelo empresário português Humberto Pedrosa e possui acordo de compartilhamento de voos com companhia aérea brasileira, a terceira maior do país.

A Azul anunciou nesta quinta-feira sua primeira rota para a Europa, de Campinas (SP) para Lisboa, como parte das sinergias com a portuguesa, uma vez que a TAP já tem todas as frequências de Guarulhos (SP) para a Europa utilizadas.

"Não faz sentido por enquanto termos outros planos na Europa porque a TAP tem uma conectividade maravilhosa em Lisboa", afirmou Neves. Com a rota para Nova York ainda suspensa principalmente por conta da alta do dólar, os planos futuros para a operação da Azul no exterior podem incluir algum destino na América do Sul, mas a empresa está "muito conservadora" em relação ao mercado internacional.

Para o presidente da Azul, um acordo maior de integração com a TAP, como uma joint-venture, ainda não poderia ocorrer porque não existe um acordo de céus abertos entre o Brasil e a Europa.   Continuação...