CPFL corta custos e amplia combate à inadimplência em distribuidoras de energia

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 20:10 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A CPFL Energia vai focar esforços em 2016 para cortar custos em suas sete distribuidoras de energia elétrica e ampliar ações de combate à inadimplência, ante a perspectiva de um ano em que as empresas seguirão sob pressão, com tarifas menores que as despesas e um cenário econômico desafiador.

O diretor comercial da CPFL, José Carlos Tadiello, disse que a companhia precisou elevar as medidas de combate à inadimplência e a perdas comerciais para mantê-las no nível atual, sem altas relevantes mesmo em um cenário de menor poder de compra dos consumidores.

"O cenário está muito difícil para todos nós (do setor de distribuição de energia)... Estamos com uma série de ferramentas no sentido de manter os números que temos de inadimplência pelo menos controlados... Aumentamos as ações para manter os números", disse Tadiello.

Ele listou medidas como o cadastro de clientes de baixa renda para que estes acessem programas sociais, além da intensificação de cortes, desligamentos e negativações de clientes inadimplentes.

O diretor também citou iniciativas menores que promovem reduções relevantes de custos, como uma campanha para elevar o número de clientes que recebem as contas de energia por e-mail. Com 1 milhão de seus 7,5 milhões de clientes já cadastrados para recebimento eletrônico, a empresa tem feito economia mensal de 500 mil reais.

"Estamos reduzindo orçamento de operações para compensar outros custos que estão crescendo bem acima da expectativa nas distribuidoras, como o dólar (a compra da energia de Itaipu é cotada na moeda norte-americana)... Assim compensamos essas outras despesas que não conseguimos reduzir", explicou.

A CPFL e outras distribuidoras têm se queixado junto ao regulador do setor, a Aneel, de que enfrentam custos maiores que os repassados para os clientes por meio das tarifas devido a questões como o dólar na energia produzida em Itaipu.

A companhia chegou a enviar à Aneel pedidos de reajuste extraordinário das tarifas, que ainda não foram analisados.

(Por Luciano Costa)