Ministério recebe interessados em assumir projetos de energia da Abengoa no país

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 13:58 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia tem realizado diversas reuniões com empresas do setor de linhas de transmissão e energia eólica potencialmente interessadas em assumir empreendimentos da Abengoa no país, após o grupo ter anunciado que paralisou todas as obras devido a dificuldades financeiras de sua matriz na Espanha.

Desde o início deste mês, o ministério realizou reuniões comandadas pelo secretário-executivo da pasta, Luiz Eduardo Barata, com as espanholas Elecnor e Cymimasa, além da estatal chinesa State Grid e das brasileiras Engevix e Alupar, todas investidoras em transmissão de energia, principal segmento de atuação da Abengoa no Brasil.

Também tiveram encontros com Barata os investidores em energia eólica Enel Green Power e Casa dos Ventos --esta última afirmou à Reuters nesta semana que ela e outras empresas do setor eólico estudam a possibilidade de assumir algumas obras da Abengoa, para não serem prejudicadas por atrasos em linhas que escoarão a energia de suas usinas.

"O ministério tem recebido diversos empreendedores interessados nas operações e obras da Abengoa no país", disse a pasta em nota à Reuters.

O ministério também confirmou que foi realizada uma reunião com a própria Abengoa na quinta-feira --"foi mais uma das conversas sobre os empreendimentos da empresa no Brasil", explicou a pasta em nota, sem dar mais detalhes.

Em dezembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promoveu encontro com diversas empresas potencialmente afetadas pelos problemas nos empreendimentos da Abengoa, no qual participaram empresas como Renova, Enel e CPFL Renováveis.

Especialistas que participaram da reunião apontaram CPFL Renováveis e Renova como potenciais interessadas em tocar alguns projetos da companhia espanhola.

Em nota à Reuters, a CPFL Renováveis garantiu que suas usinas eólicas atualmente em obras não serão conectadas a linhas da Abengoa, mas não comentou o eventual interesse em ativos da empresa. A Renova também não comentou.   Continuação...