Fed mantém juros nos EUA e monitora atentamente mercados globais

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 18:36 BRST
 

Por Jason Lange e Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve decidiu manter os juros nesta quarta-feira e disse estar "monitorando de perto" os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais, mas manteve uma visão otimista sobre a economia dos Estados Unidos.

A decisão do banco central dos EUA era amplamente esperada após um mês de queda nos mercados acionários norte-americanos e mundiais levantar temores sobre a possibilidade de uma abrupta desaceleração global, que poderia pesar sobre o crescimento econômico norte-americano.

"O comitê está monitorando de perto os desenvolvimentos econômicos e financeiros e está avaliando suas implicações para o mercado de trabalho e para a inflação", disse Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed em um comunicado que diminuiu as chances de uma alta de juros em março.

O Fed retirou de seu comunicado a referência anterior de que os riscos para a perspectiva econômica estavam equilibrados. Em vez disso, o banco central disse que estava avaliando o quanto a economia global e os mercados financeiros poderiam afetar esse perspectiva.

Os membros do Fed não apresentaram atualizações das projeções sobre o rumo da política monetária nesta quarta-feira, mas disseram esperar que o mercado de trabalho continue a se fortalecer e a economia a se expandir mesmo com "ajustes graduais" na política monetária.

Operadores no mercado futuro reduziram marginalmente as apostas de que o Fed aumentaria a taxa de juros na próxima reunião, em março, para uma chance de 32 por cento, ante 33 por cento logo antes do comunicado.

"Eu acho que foi para o lado 'dovish'(postura mais branda em relação aos juros)", disse a estrategista de renda fixa da Charles Schwab Kathy Jones.

No mês passado o Fed elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 0,25 por cento e 0,50 por cento, em um sinal de que a economia de forma geral se recuperou da crise financeira de 2007-2009 e estava deixando de lado a fraqueza na China, no Japão e na Europa.   Continuação...