Petrobras reduz gerências e prevê economia de R$1,8 bi ao ano

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 15:41 BRST
 

Por Marta Nogueira e Luciano Costa

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho de Administração da Petrobras aprovou uma profunda revisão no modelo de gestão e governança da companhia, em uma reestruturação que inclui, entre outras medidas, fusão de áreas e centralização de atividades, e que poderá reduzir custos em 1,8 bilhão de reais por ano, informou a estatal nesta quinta-feira.

O presidente da petroleira, Aldemir Bendine, explicou que além de buscar economia de custos, diante dos baixos preços do petróleo, a companhia busca, com a reestruturação, o aprimoramento da gestão da empresa.

A estatal tenta deixar para traz a crise desencadeada por um escândalo de corrupção.

"Nós chegamos enfim a um modelo, e eu julgo algo revolucionário para a empresa, era algo que a empresa precisava já há algum tempo, que era aprimorar os seus mecanismos de controle e de gestão", afirmou Bendine, em coletiva de imprensa.

"A gente deseja adequar a companhia a uma nova realidade que se impôs por uma nova mudança de cenário da indústria, mas também pelo processo de investigação de maus feitos na companhia, que também ajudaram a gerar uma crise."

O executivo afirmou que a indicação política para cargos na estatal "não faz mais parte da empresa". "Meritocracia é o termo que se deu desde 2015 e prevalecerá doravante", afirmou.

Sem especificar valores, Bendine disse que a economia de 1,8 bilhão de reais por ano a partir da reestruturação terá efeito "pequeno" no primeiro trimestre, mas já terá algum efeito até o fim de 2016.

De acordo com a companhia, a reestruturação prevê uma redução estimada de pelo menos 30 por cento no número de funções gerenciais em áreas não operacionais.   Continuação...

 
Sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. 16/12/2014 REUTERS/Sergio Moraes