Lucro do Itaú Unibanco no 4º tri fica pouco acima de previsões

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016 08:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco teve lucro recorrente pouco acima das previsões de analistas no quarto trimestre de 2015, apoiado em maior margem com clientes, receita com serviços e recuperação de créditos, mix parcialmente compensado por maiores despesas com provisões para calotes.

O maior banco privado do país anunciou nesta terça-feira que seu lucro recorrente do período somou 5,773 bilhões de reais, alta de 2 por cento sobre um ano antes. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de lucro recorrente de 5,51 bilhões de reais.

Após efeitos extraordinários, o lucro líquido foi de 5,698 bilhões de reais no trimestre, alta de 3,2 por cento no comparativo anual.

Apesar do crescimento de apenas 4,3 por cento da carteira de crédito, que fechou o ano em 548,073 bilhões de reais, o Itaú Unibanco viu a margem financeira com clientes crescer 1,1 por cento na base sequencial.

A capacidade de repassar taxas maiores nas operações de crédito e de obter bons resultados com a tesouraria levaram o banco a ter alta de 20,7 por cento da margem financeira gerencial no ano, acima da estimativa de 14,5 a 17,5 por cento.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de atrasos com mais de 90 dias, foi a 3,5 por cento, 0,2 ponto percentual maior que no trimestre imediatamente anterior e 0,4 ponto acima de um ano antes.

Ainda assim, as despesas com provisões para calotes, líquidas de recuperação de crédito, caíram 0,4 por cento na base sequencial a 4,634 bilhões.

"Essa redução é proveniente do crescimento de 35,4 por cento de nossas receitas com recuperação de créditos baixados para prejuízo", afirmou o Itaú Unibanco no relatório.

As chamadas despesas não decorrentes de juros, que incluem administrativas e salários, subiram 1,95 por cento sobre o trimestre anterior e 9,95 por cento sobre o quarto trimestre de 2014. No consolidado de 2015, o aumento foi de 8,8 por cento, dentro da meta do banco de fazê-la ficar abaixo da inflação, que foi de 10,7 por cento no ano, pelo IPCA.   Continuação...