Cemig pode aportar até R$240 mi na Renova Energia e elevar fatia na empresa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 11:01 BRST
 

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica mineira Cemig aprovou a injeção de até 240 milhões de reais na controlada Renova Energia, que investe em usinas renováveis, em uma operação que poderá elevar sua fatia na empresa caso os demais acionistas não acompanhem o aporte, segundo comunicado ao mercado nesta quarta-feira.

A Renova havia informado na terça-feira que seu Conselho de Administração aprovou a realização de um aumento de capital de até 731,25 milhões de reais, com objetivo de reforçar o caixa da empresa e fazer frente a investimentos programados em usinas já em construção e em desenvolvimento.

Segundo a Cemig, sua participação na operação se dará com a injeção de 85 milhões de reais a serem integralizados nesta quarta-feira e mais 115 milhões de reais em março. A companhia ainda se dispõe a injetar mais 40 milhões de reais caso os demais acionistas não acompanhem o aumento de capital.

A Cemig afirmou que, considerado apenas o aporte já garantido de 200 milhões de reais, poderá ampliar a fatia na Renova para 44 por cento das ações ordinárias, ante 36,8 por cento atuais, se os demais sócios não participarem da operação.

Em nota a clientes, o Itaú BBA afirmou que o movimento é negativo para a Cemig, uma vez que é exatamente "o oposto do que nós acreditamos que a empresa deva fazer: focar no processo de desalavancagem".

"Recordamos que a Cemig tem uma rolagem desafiadora de dívida de 4,8 bilhões de reais nos próximos 12 meses e esperamos que a empresa encerre 2016 com a relação dívida líquida versus Ebitda em 5,4 vezes", acrescentou o Itaú BBA.

Às 10h58, a ação da Cemig operava em queda de 7 por cento, enquanto o Ibovespa subia 1,2 por cento.

A Renova Energia irá emitir até 81,58 milhões de novas ações ordinárias e até 28,2 milhões de novas ações preferenciais, ao preço de emissão de 6,66 reais. Units terão preço de emissão de 19,98 reais. A operação será feita por meio de subscrição particular e será dada preferência aos atuais acionistas.

De acordo com a Renova, os recursos obtidos serão utilizados para dar sequência a seu plano de negócios após o cancelamento da segunda fase de uma venda de 13,8 bilhões de reais em ativos à TerraForm Global, controlada pela norte-americana SunEdison.   Continuação...