Recessão pesa e setor de serviços do Brasil inicia o ano em contração, aponta PMI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 10:03 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil iniciou o ano sentindo o peso da recessão econômica, com redução na entrada de novos negócios e corte nos números de funcionários, mesmo que o ritmo de contração da atividade tenha desacelerado, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) publicada nesta quarta-feira.

O PMI de serviços brasileiro, segundo o Markit, melhorou para 44,4 em janeiro contra 43,5 no mês anterior, mas continuou abaixo do patamar de 50 que divide crescimento de contração.

Essa é a 11ª queda seguida mensal na produção do setor e a atividade registrou perdas em todas as seis categorias monitoradas, sendo a mais acentuada na de Aluguéis e Atividades de Negócios.

Com esse resultado e a indústria também apresentando retração mais lenta, o PMI Composto em janeiro subiu a 45,1 em janeiro sobre 43,9 em dezembro. Embora tenha melhorado, esse é o 11º mês de contração, sequeência mais longa de perdas em quase nove anos.

"Os dados mostram uma continuidade dos infortúnios econômicos do Brasil. A estagnação vista durante 2015 está sendo levada para 2016", destacou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

O principal motivo para a fraqueza no setor de serviços foi a nova queda no volume de novos trabalhos recebidos, a 11ª consecutiva, matendo-se em um nível acentuado ainda que mais fraco do que em dezembro.

Com o baixo nível de trabalho, os empregadores mais uma vez cortaram suas folhas de pagamento, com o nível de empregos caindo pelo 11º mês, com as perdas mais fortes registradas em Transporte e Armazenamento.

Apesar da demanda fraca, aumentaram as pressões inflacionárias em janeiro, com os fornecedores de serviços citando a fraqueza do real principalmente em relação ao dólar, além dos preços altos de infraestrutura, com a taxa de inflação atingindo recorde de três meses.   Continuação...