Lojas Renner prevê leve queda da margem Ebitda em 2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 15:03 BRST
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas da varejista de moda Lojas Renner vieram acima das expectativas da empresa em janeiro, mas no ano a projeção é de leve redução da margem Ebitda diante da reoneração da folha de pagamento e do aumento de despesas, disseram nesta sexta-feira executivos da companhia.

"Tivemos um mês bom em janeiro, acima da nossa expectativa. Estamos torcendo para que continue assim", disse o diretor-presidente da varejista, José Galló, em teleconferência com analistas. "Entramos em janeiro com coleção nova, isso talvez tenha nos ajudado a ter resultados bons", completou, sem dar números.

Na véspera, a empresa informou que suas vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) subiram 4,5 por cento no quarto trimestre. A receita líquida subiu 10 por cento, encerrando dezembro de 1,83 bilhão de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de 491,7 milhões de reais, alta de 5,6 por cento na mesma base de comparação.

Para o ano, a empresa prevê impacto negativo de 20 milhões a 25 milhões de reais em seu Ebitda total devido à reoneração da folha de pagamento de funcionários e aumento das despesas diante da elevação dos custos com inflação.

"Esperamos margem bruta estável este ano em função da reoneração da folha e despesas mais altas", declarou o diretor financeiro da empresa, Laurence Gomes. "Com isso, a margem Ebitda deve ficar levemente menor", completou, citando também o aumento da carga tributária em 19 Estados do país.

"Vamos buscar bom nível de vendas, além de melhorias operacionais, para neutralizar os impactos do câmbio em nossa margem bruta", disse Gomes. "As despesas receberão redobrada atenção para compensar os efeitos da inflação dos custos."

A Lojas Renner teve lucro líquido de 251,5 milhões de reais no quarto trimestre, avanço de 15 por cento sobre o mesmo período do ano anterior, informou a varejista na quinta-feira.

O diretor-presidente da empresa descartou a possibilidade de a companhia envolver-se em fusões e aquisições atualmente. "Não vemos no mercado no momento alguém que esteja compatível" com nosso posicionamento de mercado, focado nas classes sociais A-, B e C+, disse Galló.