Energisa, CPFL, Equatorial, Neoenergia, Enel e AES têm interesse na Celg

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 17:23 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Energisa, CPFL, Equatorial, Neoenergia, Enel e AES Brasil mostraram interesse em comprar a distribuidora de energia goiana Celg-D, de acordo com informações nesta sexta-feira dos responsáveis pela privatização da empresa.

Além dessas elétricas, a Neoenergia tem interesse na concessionária de Goiás, segundo uma fonte próxima à Neoenergia.

De acordo com site criado pela Eletrobras e demais envolvidos para divulgar informações sobre o processo de venda da distribuidora de energia, Energisa, CPFL, Enel, Equatorial e AES participaram na quinta-feira de reunião sobre o assunto na sede em São Paulo do International Finance Corporation (IFC), órgão do Banco Mundial contratado para estruturar a privatização.

Anteriormente, uma fonte havia adiantado os nomes à Reuters, incluindo também a Neoenergia. Segundo essa fonte, a Neoenergia havia confirmado presença, mas não chegou a participar do encontro.

Uma fonte próxima à Neoenergia confirmou que a holding tem interesse na Celg-D.

Segundo os responsáveis pela privatização, a reunião no IFC teve como objetivo realizar uma "apresentação do processo de desestatização" aos interessados.

Procurada, a Energisa afirmou que não iria comentar. CPFL e AES Brasil disseram que estão sempre avaliando oportunidades de negócio. As demais citadas não responderam imediatamente.

A Eletrobras tem como meta realizar o leilão da Celg-D na BM&FBovespa em março. O preço mínimo pela fatia majoritária da estatal na distribuidora será de 1,4 bilhão de reais.

Como o leilão envolverá também a parcela do governo de Goiás na empresa e uma participação detida pelos funcionários, o preço mínimo do certame deverá ser de cerca de 2,8 bilhões de reais.

Empresas interessadas em mais informações poderão solicitar o agendamento de reuniões sobre o processo de venda da companhia. Um data-room com dados sobre a Celg-D e a desestatização foi disponibilizado em 30 de dezembro.