BB já desembolsou R$3,6 bi a pequenas e médias empresas em plano de crédito a cadeias produtivas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 17:30 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil está intensificando a concessão de empréstimos a empresas médias e pequenas por meio de acordos regionais e setoriais com companhias 'âncoras', que repassam pagamentos de fornecedores ao próprio banco.

Inspirado numa iniciativa semelhante para fornecedores da Petrobras, há cinco anos, o programa lançado em agosto já desembolsou mais de 3,6 bilhões de reais, disse o vice-presidente de controles internos e gestão de risco do BB, Walter Malieni Júnior.

Segundo o executivo, a iniciativa foi o caminho encontrado pelo BB para manter ativos os canais de crédito para empresas menores, um dos segmentos mais vulneráveis a ciclos econômicos adversos e que tem sido dos mais importantes vetores de deterioração da qualidade da carteira dos bancos.

"É uma engenharia que nos ajuda a ter maior controle sobre a inadimplência e detectar setores e regiões mais promissores", disse Malieni Júnior à Reuters.

O programa tem adiantado recursos por um período de sete a 90 dias. O empréstimo é liberado após a 'âncora' confirmar para o banco que fez encomenda para a empresa que pediu o crédito. O pagamento é feito por meio uma conta gerida pelo próprio BB.

Dos 382 acordos firmados pelo banco no âmbito do programa, alguns dos mais ativos estão ligados ao agronegócio e a exportações, que têm conseguido passar com menos embaraço pela recessão do país, ou mesmo se beneficiado da alta do dólar.

Quando anunciou o programa em agosto passado, o BB afirmou que a iniciativa tinha como um dos principais alvos fornecedores de componentes ao setor automotivo, importante empregador do país. A estimativa de recursos informada na época pelo BB para o segmento até o final de 2015 era de até 3,1 bilhões de reais. Considerando o apoio a outros setores, os recursos disponíveis para o programa eram de até 9 bilhões de reais.

Segundo o executivo, desde agosto mais de 12,5 mil empresas fizeram empréstimos por meio dessa estrutura, que o banco chama de elos produtivos, dentro dos 382 acordos acertados com as empresas âncoras. Malieni disse que 7,9 por cento dos recursos concedidos foram para autopeças.

"Os 9 bilhões de reais não era previsão de negócios fechados, só o disponível. Estamos satisfeitos com o resultado", afirmou o executivo.   Continuação...