SBM Offshore diz que autoridades dos EUA reabriram inquérito sobre corrupção

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 17:00 BRST
 

AMSTERDÃ (Reuters) - A holandesa SBM Offshore, principal afretadora de plataformas de petróleo e gás do mundo, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades norte-americanas reabriram um inquérito sobre alegações de suborno envolvendo a empresa holandesa.

A SBM chegou a um acordo recorde de 240 milhões de dólares, em novembro de 2014, com autoridades holandesas e norte-americanas relativas a acusações de corrupção em Angola, Brasil e Guiné Equatorial, envolvendo cerca de 200 milhões de dólares em subornos entre 2007 e 2011.

A SBM Offshore disse em um comunicado que está reservando 245 milhões de dólares para um possível acordo com autoridades brasileiras, embora o momento para um acordo não esteja claro.

A empresa, que gera cerca de 60 por cento de sua receita no Brasil, está negociando com a Controladoria-Geral da União (CGU), no Brasil, um acordo de leniência relacionado ao escândalo de corrupção na Petrobras.

Em dezembro, promotores brasileiros denunciaram 12 pessoas com envolvimento no esquema de corrupção, incluindo um cidadão dos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tem "feito pedidos de informação relacionados com o inquérito. A empresa está buscando mais esclarecimentos sobre o alcance da investigação", disse SBM Offshore.

O presidente-executivo da SBM Offshore, Bruno Chabas, disse aos jornalistas que as autoridades norte-americanas estão observando "uma série de questões".

"Vamos, naturalmente, responder a essas perguntas e cooperar. Neste ponto, não estamos sendo processados. É apenas um processo normal que está acontecendo."

Chabas disse que a SBM Offshore não sabe qual é o foco da investigação. "A única coisa que podemos imaginar é que, provavelmente, está ligado ao que aconteceu em dezembro no Brasil", disse ele.

No mês passado, Chabas e o ex-membro do conselho Sietze Hepkema fecharam acordos com o Ministério Público Federal sobre acusações de "favorecimento pessoal", pagando multa de 60 mil dólares cada, sem reconhecerem culpa.

(Por Anthony Deutsch)