Venda da Elavon no Brasil deve envolver fatia do U.S. Bank, dizem fontes

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 19:49 BRST
 

Por Cesar Bianconi e Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A venda da processadora de pagamentos eletrônicos Elavon no Brasil deve envolver 100 por cento do capital da empresa, incluindo os 51 por cento de participação do U.S. Bank, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.

A Elo Participações, joint venture de Bradesco e Banco do Brasil, está negociando a compra integral da Elavon, disse a primeira fonte. Inicialmente, as conversas envolviam apenas a fatia de 49,9 por cento detida pelo Citigroup na subsidiária local da Elavon.

Ao longo das negociações, o Bradesco não aceitou que, em caso de manutenção do U.S. Bank na sociedade, o processamento dos pagamentos feitos no Brasil continuasse a ocorrer nos Estados Unidos, resultando no pagamento de tarifas em dólares, afirmou a segunda fonte.

Nenhuma das duas fontes informou o valor esperado da compra da Elavon no Brasil pela Elo, nem um prazo para um eventual anúncio do negócio.

Segundo as duas fontes, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) teria levantado questões sobre possíveis entraves à concorrência com a venda da Elavon, o que estaria atrasando o fechamento da transação.

Procurado, o Cade disse que "não comenta uma operação até que o edital referente ao ato de concentração" seja publicado no Diário Oficial da União. "Não há edital publicado sobre a operação mencionada", limitou-se a informar o órgão antitruste.

É comum, contudo, que partes envolvidas em operações de fusões e aquisições façam consultas informais ao Cade antes de protocolar o negócio no órgão antitruste.

BB e Bradesco já são os principais sócios da Cielo, líder em meios eletrônicos de pagamento no país.   Continuação...