Sauditas e russos concordam em congelar produção de petróleo; Irã é entrave

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016 13:19 BRST
 

Por Rania El Gamal e Tom Finn

DOHA (Reuters) - A Arábia Saudita e a Rússia, os dois maiores exportadores de petróleo do mundo, concordaram nesta terça-feira em congelar os níveis de produção, mas disseram que o acerto depende da adesão de outros produtores, sendo o Irã um dos principais entraves para o plano ser concretizado.

Ministros de petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Catar e Venezuela anunciaram a proposta após uma reunião em Doha.

Este pode se converter no maior acordo entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países de fora do grupo em 15 anos, numa tentativa de resolver o excesso de oferta que derrubou os preços da commodity ao menor nível em mais de uma década.

O ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, disse que congelar a produção nos níveis de janeiro, próximo de máximas históricas, seria uma medida adequada e que ele espera que outros países adotem o plano.

O ministro venezuelano Eulogio Del Pino disse que novas conversas vão acontecer com o Irã e o Iraque na quarta-feira em Teerã.

"A razão pela qual concordamos com um potencial congelamento de produção é simples: é o começo de um processo que iremos avaliar nos próximos meses e decidir se precisaremos outros passos para estabilizar e melhorar o mercado", disse Naimi a repórteres.

"Nós não queremos uma revolução nos preços, nós não queremos redução de oferta, nós queremos atender à demanda, nós queremos estabilizar os preços do petróleo. Nós precisamos dar um passo de cada vez", acrescentou o ministro saudita.

Os preços do petróleo Brent chegaram a saltar para 35,55 dólares por barril depois da notícia sobre o acordo, mas depois reduziram ganhos com preocupações de que o Irã poderia rejeitar a proposta.   Continuação...